— Presidente Davi, ele já confessou. A arma foi fornecida pelo pessoal do Sr. Vasco. Parece que o Sr. Vasco quer usar alguém para eliminá-lo. — A camisa branca de Felipe estava manchada com sangue, conferindo a ela uma aparência um tanto sangrenta e brutal.
Sob a luz pálida das lâmpadas incandescentes, o olhar frio e distante de Davi era terrivelmente intimidador:
— Não é a primeira vez que ele faz isso, não há nada de surpreendente. — Seu olhar para Simão era como o de quem vê um monte de carne podre. — Não o deixe morrer tão facilmente.
— Sim. — Respondeu Felipe.
Davi não disse mais nada, se virou e caminhou em direção à porta:
— O avião está pronto?
Felipe o seguiu:
— Já está tudo preparado, podemos decolar a qualquer momento. — Ele pausou e então perguntou. — Presidente Davi, você realmente não vai ver a Srta. Nicole?
Davi parou, um vislumbre de relutância passou por seus olhos:
— Não.
...
No dia seguinte, Severino cuidou da alta hospitalar de Nicole e organizou para que os seguranças fossem à casa de Vasco buscar as malas dela.
Antes de deixarem a Cidade Aurora, fizeram uma viagem à Aldeia de Solares para visitar o túmulo de Valentina.
Embora Valentina não fosse a mãe biológica de Nicole, ela a tinha protegido e criado com carinho, e Nicole sempre a considerou como sua mãe.
Após a visita ao cemitério, retornaram a Cidade Aurora e foram para o aeroporto.
Severino preparou um jato particular, e o pessoal a bordo, incluindo a equipe, os seguranças e o médico, era bastante numeroso.
Nicole foi acomodada em uma sala espaçosa e confortável para descansar.
— Nic, você gosta deste vestido? E desta bolsa? Esta pulseira é bonita, mas pena que o diamante é pequeno, não serve. Nic, de que cor você gosta para estes sapatos?

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