— Este remédio é verdadeiro? Vocês não estariam tentando nos enganar com um falso, não é? — Virgínia abriu a caixa para inspecionar o medicamento.
Severino olhou para ela com desagrado:
— Se você não quiser, pode devolver o remédio, mas depois disso, não procure mais Nic para conseguir mais medicamentos.
Ao ouvir isso, Virgínia supôs que o remédio deveria ser legítimo e rapidamente entregou ele a Túlio:
— Vá rápido e encontre um médico para tratar seu irmão!
— Nic, vamos embora. — Disse Severino.
— Então cuide bem de sua saúde, estou indo embora.
Nicole sorriu para Enzo e estava prestes a sair, mas de repente sua mão foi agarrada por uma mão masculina ardente.
Nicole olhou para trás, confusa:
— Tem mais alguma coisa?
— Nic, não fique com o Davi! — A voz rouca de Enzo mudou de seu tom habitualmente gentil para algo mais firme.
Nicole ficou surpresa e um vislumbre complicado de culpa passou por seus olhos:
— Enzo, me desculpe.
O amor profundo de Enzo era algo que ela nunca poderia retribuir, ela devia demais a ele, e não era algo que uma caixa de remédios pudesse compensar.
Nesse momento, um grupo de médicos entrou, e Nicole gentilmente afastou sua mão:
— Coopere bem com o tratamento e melhore logo.
Ela se virou e saiu, sua silhueta elegante e bela rapidamente desaparecendo na porta.
Enzo olhou para a porta, seu coração doendo intensamente.
Os médicos aplicaram o medicamento em Enzo e deixaram o quarto.
Túlio organizou para que Virgínia fosse para casa descansar, e logo só os irmãos ficaram no quarto.
Túlio suspirou:
— Não pense demais, você estava deliberadamente atrasando o tratamento para forçá-la a se casar com você, mas ainda assim vocês não ficaram juntos, talvez realmente não fosse para ser.
Enzo, com um olhar assustador:
— É o Walter, aquele velho desonesto, ele deu o remédio para o Davi!

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