Qualquer explicação de Nicole, para Davi, soava como uma desculpa, um artifício para continuar brincando com suas emoções.
O único pensamento que torturava sua mente era inescapável...
Ela o havia enganado!
Nicole olhou para ele, suas pupilas se contraíram drasticamente.
A dor de cabeça de Davi voltou a atacá-lo!
Seus olhos estavam terrivelmente frios.
De repente, o carro parou, e, do lado de fora, estava o portão da Mansão da Montanha Silenciosa.
— Presidente Davi, chegamos. — Disse o motorista, visivelmente tenso.
Assim que terminou de falar, a porta traseira do carro se abriu repentinamente e Davi saiu, agarrou o pulso de Nicole e caminhou rapidamente em direção à entrada da mansão.
Com suas longas pernas, Nicole tropeçava, tentando acompanhar seu ritmo, seu pulso agarrado latejando de dor:
— Davi, me solte... Davi...
— Presidente Davi, bem-vindo de volta. — Bianca os cumprimentou respeitosamente.
Davi nem sequer olhou para ela, arrastando Nicole diretamente para o corredor.
— Davi, espere... Ah!
Entrando no quarto principal, Nicole foi jogada na cama com força, e enquanto girava, o corpo grande de Davi pressionou ela com força.
A frente de sua camisa foi rasgada, e o rosto de Nicole empalideceu enquanto ela começava a lutar em terror:
— Davi, me solte! Se acalme...
Os olhos de Davi se encheram de um carmesim bizarro, ignorando ela completamente.
Na última vez que ele havia adoecido, foi igual, e agora o medo e a humilhação a inundavam novamente.
Um tapa!
O rosto bonito de Davi virou para o lado.
A mão de Nicole estava tremendo, lágrimas brotavam em seus olhos:
— Davi, não me faça odiar você!
O quarto ficou em silêncio.
— Hahahaha. — Alguns segundos depois, Davi riu levemente, tocou as impressões digitais em seu rosto e lentamente virou a cabeça, seus olhos carmesins fixos nela. — Tão relutante em fazer amor comigo, guardando seu corpo para o Enzo, não é? Então terei que reivindicar você!
Dizendo isso, o grande homem atacou novamente.
Nicole gritou, lutando e chutando, mas sua força não era páreo para a de Davi, e logo seus pulsos foram amarrados com uma gravata, suas mãos fortes forçando suas pernas a se abrirem...
A dor invadiu todo o seu corpo.
Não era apenas dor física, seu coração também doía.
As pupilas de Nicole tremiam de agonia, lágrimas escorriam por suas bochechas:
— Davi, eu te odeio!

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