Estela não levou as palavras dele a sério.
De cabeça baixa, carimbou o contrato, organizou as duas vias e se levantou.
Entregou uma delas a ele:
— Cooperação fechada.
Rafael estendeu a mão.
Estela achou que ele fosse pegar o contrato e chegou a aproximá-lo ainda mais.
Mas Rafael segurou a mão dela.
A palma grande envolveu os dedos dela.
Um toque levemente frio veio pelas pontas dos dedos.
Estela se sobressaltou e puxou a mão de volta, por instinto.
— Cooperação fechada. — Rafael pegou o contrato com firmeza e sorriu de leve. — O que eu propus antes não era brincadeira. A Srta. Estela pode pensar a respeito.
— Até mais.
Depois de falar com educação, ele se virou e saiu com elegância.
Ao passar pela recepção, ainda agradeceu com toda a cortesia.
Por um instante, Estela ficou parada.
Se não fosse a sensação real nos dedos, quase teria achado que tudo aquilo tinha sido imaginação.
Ela chegou a pensar se Rafael não teria algum objetivo ao procurá-la.
Mas, por mais que pensasse, não encontrava nada em si mesma que valesse um investimento tão alto.
Se fosse ela mesma como alvo…
Estela soltou um sorriso amargo.
Naquela cidade, ela já tinha virado motivo de piada.
Não havia nada nela que justificasse alguém se aproximar assim.
Sem conseguir entender, ela não se forçou a achar uma resposta.
Depois que Rafael saiu, respirou fundo e levou o contrato assinado até Evandro.
Ao ver o documento, Evandro franziu a testa, confuso:
— Investimento da Lacerda? Como você conseguiu isso? Afinal…
Ele parou no meio da frase.
Não estava questionando a capacidade de Estela. Nem duvidando que a Lacerda pudesse investir.
Agora, com a Lacerda disposta a investir, era como receber ajuda no meio da tempestade.
Evandro estava prestes a dizer algo quando percebeu que Estela parecia distraída.
— Por que seu rosto está tão vermelho? — Ele perguntou, confuso.
Estela se sobressaltou e respondeu:
— Não é nada.
Evandro achou estranho. Depois que Estela saiu, ele desceu e foi até o andar do setor técnico.
Assim que entrou, viu a recepcionista encarando um grande buquê de rosas, com os olhos cheios de admiração.
Ele perguntou, sem dar muita importância:
— Presente do namorado?
A recepcionista balançou a cabeça, com um sorriso cheio de segredos:
— Não. É do namorado da Sra. Estela.
Ela não sabia da situação conjugal de Estela.
Mas, pelo jeito como Rafael olhava para ela, quase colado, e pela conversa entre os dois, não pensou duas vezes antes de colocá-lo na categoria de namorado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Dia em que Ele Aprende a Te Perder
Que estranho, findaram o romance sem concluir o enredo, na verdade, simplesmente não deram continuidade, deixando várias situações sem desfecho...
N chega ao fim estes romances? Acaba se tornando maçante....