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O Dia em que Ele Aprende a Te Perder romance Capítulo 97

Na memória dela, Lucas nunca batia na porta.

Sempre que precisava falar com ela, entrava direto.

Ele tinha mudado?

Ou… não era ele?

Enquanto pensava nisso, Estela ainda respondeu:

— Pode entrar.

Assim que terminou de falar, viu Evandro empurrar a porta e entrar.

Ele segurava um copo, ainda soltando vapor:

— Bebe um pouco. Vai se sentir melhor.

Estela ficou um instante parada.

Quando entendeu, acabou travando por um segundo.

De fato, na lembrança dela, Evandro sempre foi alguém extremamente paciente.

O que tinha acontecido na noite anterior, se fosse com ele, não pareceria estranho.

Será que ela tinha confundido Evandro com Lucas?

Então… a noite passada…

O pensamento caiu como um raio.

Ela não conseguiu se segurar e perguntou:

— Você ficou aqui a noite inteira?

Evandro percebeu o que ela estava pensando e assentiu:

— Foi uma situação de emergência.

Na noite anterior, depois de comparecer à noite beneficente a convite, ele saiu e não conseguiu encontrá-la.

Quando estava prestes a ligar para a polícia, alguém da família Silveira disse que talvez Estela já tivesse voltado para casa.

Naquele momento, as pessoas da família falavam desviando o olhar.

Ele achou que estavam mentindo e ficou em dúvida.

Não imaginava que fosse verdade.

A fechadura daquele apartamento tinha o registro da digital dele, então entrou sem dificuldade.

Ela tinha passado muito mal a noite toda.

Na segunda metade da madrugada, vomitou várias vezes.

Sem alternativa, ele só pôde ficar.

Ao notar a expressão dela estranha, Evandro achou que ela ainda estivesse desconfortável e disse com calma:

— Se o estômago ainda estiver ruim, não segura. Bota tudo pra fora que melhora.

Estela assentiu, distraída.

O estômago ainda incomodava, mas a cabeça estava ainda mais confusa.

No escritório, Tiago não fez questão alguma de poupá-la.

Olhou para ela friamente:

— Sra. Estela, você ainda lembra o que disse antes de entrar na empresa, não lembra? Você afirmou que conseguiria um investimento para substituir o da Farias. Onde está esse investimento?

Antes que Estela pudesse responder, alguém interveio:

— Tiago, essa ainda é só a primeira semana da Estela na empresa. Dá um pouco mais de tempo pra ela.

Tiago soltou um riso frio:

— Eu até posso dar tempo. Mas o projeto de pesquisa pode esperar?

— Logo cedo, todos os pequenos investidores da UME começaram a pedir retirada. Se continuar assim, não vai sobrar nem projeto. Todo mundo vai acabar passando necessidade.

— Você vai assumir essa responsabilidade?

Ao ouvir isso, quem tinha falado antes fechou a boca.

Estela ainda lançou a ela um olhar de agradecimento.

Estava prestes a explicar algo a Tiago quando a colega ao lado, Paula Rocha, se levantou:

— Tiago, eu entendo o que o senhor quer dizer, mas ficar pressionando assim não resolve. Do jeito que está, só vai deixar a Sra. Estela ainda pior.

Tiago ironizou:

— Agora vocês falam em sofrimento. Na hora de recusar o investimento da Farias, eu não vi ela sofrendo nada.

— Mas naquela época ela não sabia que as consequências seriam essas. — Paula rebateu. — Talvez a Sra. Estela já esteja arrependida agora. O senhor podia, pelo menos, dar mais um dia pra ela.

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