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O Dia em que Ele Aprende a Te Perder romance Capítulo 225

Lucas entendeu o que ele queria dizer.

Antes, ele não tinha pensado muito. Agora, ouvindo as palavras do homem, percebeu.

A outra parte já sabia quem ele era e também sabia do divórcio entre ele e Estela?

Tinham vindo preparados?

Estela tinha contratado alguém especialmente para se proteger dele?

Aproveitando o momento em que ele se distraiu, Estela lutou e conseguiu se soltar.

Ela tinha ficado tempo demais sem ar. Quando o pé tocou o chão, sua visão escureceu por um instante e o corpo vacilou.

Lucas estendeu a mão por reflexo para ajudá-la, mas assim que se aproximou, Estela o empurrou.

A maneira como ela o evitava, como se fosse algo perigoso, ficou clara nos olhos dele.

A expressão de Lucas congelou.

Ela realmente o odiava tanto?

Estela caiu no chão. Ao ver que ele tinha parado de se mover, ainda estava assustada.

Ela não esperava que Lucas fosse agir daquela forma.

Em cinco anos de casamento, eles tinham tido relações, mas ele só a tocava na cama. Fora dali, quase nunca olhava para ela.

Muito menos a beijava ou demonstrava desejo por ela.

Duas mãos surgiram atrás dela tentando ajudá-la a levantar. Estela tremeu de repente. Quando se virou, viu dois homens desconhecidos.

— Srta. Estela, fomos enviados pelo Sr. Evandro para permanecer na Cidade N e protegê-la. — Disse um deles em voz baixa.

O outro acrescentou:

— Desculpe, chegamos tarde.

Ao ouvir que eram homens de Evandro, o medo dentro dela diminuiu um pouco.

Com a ajuda deles, ela se levantou.

Nos olhos de Lucas voltou aquela frieza sem emoção.

A atitude respeitosa dos dois com Estela praticamente confirmou o que ele tinha imaginado.

Lucas soltou um riso frio. O peito parecia gelado.

Ele apertou o punho.

As veias saltavam.

Controlando o impulso de agir, falou com frieza:

— Estela, vou perguntar uma última vez. Você vem comigo ou...

— Vá embora.

Antes que ele terminasse, Estela já o interrompia.

A voz dela tentava permanecer calma, sem qualquer emoção:

— Se isso se espalhar, não vai ser bom para você. As ações do Grupo Farias também vão ser afetadas. A vovó também é da família Farias. Eu não quero que ela fique triste.

Ao ouvir a resposta clara de Estela, Lucas riu de si mesmo.

— Muito bem, Estela. Se é assim, então termina aqui.

Ele foi um idiota por vir até ali, preocupado com ela, querendo reatar.

Na Mansão Lacerda, o banquete de recepção acontecia no gramado, iluminado como se fosse dia.

Mas ao se aproximar, havia um silêncio absoluto.

Os membros da família Lacerda, vestidos com roupas luxuosas, estavam no gramado e ninguém dizia nada.

Parecia que uma pressão invisível pairava no ar, sufocando todos.

No centro do banquete.

— Desculpe, Sr. Daniel, eu errei. Por favor, me perdoe.

— Eu não vou fazer isso de novo.

O homem tremia de medo, ajoelhado na grama, batendo a cabeça repetidamente diante de Daniel.

Os outros ao redor estavam pálidos. Ninguém ousava fazer um som.

Daniel estava sentado sobre a mesa. Vestia um terno. A gravata estava afrouxada e puxada de forma desordenada sobre o peito. Não parecia formal, mas ninguém ao redor ousava dizer nada, nem mesmo olhar com qualquer traço de desprezo.

Um dos pés estava apoiado na borda da mesa, o outro pendia para baixo.

Na mão, ele segurava um copo de rum forte.

Bastava inclinar levemente a cabeça e a bebida descia inteira.

Como se fosse água.

Só quando a cabeça do homem começou a sangrar de tanto bater no chão, Daniel saltou da mesa.

A voz dele saiu fria:

— Cortem a língua dele.

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