Depois que Célia chegou ao hospital, assim que Lara a viu, voltou a chorar, sentida.
Quando finalmente se acalmou, e depois de Célia insistir várias vezes, ela contou sobre a droga, mas omitiu o que tinha acontecido durante o efeito.
Quanto mais ouvia, mais Célia franzia a testa.
Quando soube que Estela tinha conseguido o antídoto por meio de um amigo, interrompeu:
— Esse amigo dela é homem ou mulher?
— Homem. — Respondeu Lara.
Célia fechou ainda mais a expressão, pensativa.
— Você foi drogada, e ele por acaso tinha o antídoto na hora? As coisas podem ser tão coincidentes assim?
Ao ouvir isso, Lara ficou paralisada, como se tivesse levado um choque.
Até então, tinha seguido o raciocínio de Estela sem questionar nada.
Mas pensando melhor agora, o ponto mais estranho era justamente esse. Depois de ser drogada, Estela conseguiu o antídoto quase imediatamente, e em tão pouco tempo.
Se não tivesse sido algo planejado antes, seria difícil explicar.
Será que Estela aproveitou o que aconteceu naquela noite para se vingar dela?
Ao pensar nisso, Lara xingou em silêncio, irritada.
E ainda a reconheceu como cunhada.
Quanto mais pensava, mais se irritava. Virou-se para Célia e disse:
— Mãe, é muito provável que tenha sido ela.
Célia também suspeitava disso. Mas era apenas uma suspeita.
Sem provas concretas, ela não podia fazer nada contra Estela.
Perguntou a Lara se sabia quando Estela poderia ter feito algo.
Lara ficou sem resposta.
Ela mesma não fazia ideia de quando ou como Estela teria mexido com ela.
Mas...
— Isso não importa. Já temos suspeita, temos motivo. Se você mandar trazer ela aqui e pressionar, ela vai acabar confessando. — Disse Lara com convicção.
Só queria ver como ela resolveria tudo dali a um mês.
Ele olhou o horário. Já tinham se passado vinte dias desde que Estela tinha dito, cheia de confiança, que terminaria o novo produto em um mês.
Nesses dias, ele a tinha visto trancada no laboratório quase o tempo todo.
Mas experimentos científicos não se resolvem sozinhos.
Se ela só agora estava chamando todo mundo para participar, já devia estar tarde demais.
Tiago riu pelo nariz e voltou para o escritório. Assim que entrou, viu o gerente do RH.
O departamento técnico estava sobrecarregado ultimamente e vinha contratando assistentes. Ao saber que ele tinha vindo entregar os currículos para a vaga que seria da assistente de Estela, Tiago estendeu a mão.
— Me dá aqui. A entrevista não precisa passar por ela.
Para cargos técnicos, a escolha tinha que ser dele.
Ele não confiava no olhar de Estela, nem na capacidade técnica dela.
Ao ouvir isso, o gerente do RH ficou numa situação difícil.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Dia em que Ele Aprende a Te Perder
Que estranho, findaram o romance sem concluir o enredo, na verdade, simplesmente não deram continuidade, deixando várias situações sem desfecho...
N chega ao fim estes romances? Acaba se tornando maçante....