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O Dia em que Ele Aprende a Te Perder romance Capítulo 117

— Ela passou cinco anos como dona de casa. Mal entrou na UME e o Sr. Evandro já deu a ela o cargo de supervisora. A gente está aqui há anos e nunca teve esse tipo de privilégio.

Estela caminhou até lá e viu que quem falava era Paula, sentada ao lado da sua mesa.

Paula estava de costas para a porta e não a viu.

Continuou:

— Isso nem é o principal. Dessa vez foi só sorte dela conseguir o investimento. E o Sr. Evandro já quer fazer uma festa de comemoração como se fosse algo grandioso. Mas não esqueçam que esse investimento já tinha sido decidido pela família Farias desde o começo. O que ela fez foi só tentar consertar o próprio erro.

Ao lado de Paula estavam mais duas mulheres.

Depois de ouvir tudo, uma delas assentiu com força, concordando.

Em seguida, suspirou e disse com um tom ácido:

— Fazer o quê? Ela é bonita. Consegue encantar o Sr. Evandro. É normal ele dar tratamento especial.

— Bonita? Eu acho bem comum. — Paula riu, cobrindo a boca.

A outra percebeu o que ela queria ouvir e completou:

— Verdade. Nem chega aos seus pés.

— É mesmo? — Paula tocou o próprio rosto, meio envergonhada.

Logo depois, viu a colega segurando o riso e percebeu que tinha algo errado. Fingiu irritação e empurrou a outra de leve.

— Está tirando com a minha cara?

As duas começaram a rir e a brincar.

A terceira, que até então estava em silêncio, disse:

— Mas tem uma coisa que eu não entendo. Ouvi dizer que a Farias ficou furiosa porque a UME recusou o investimento e já começou a pressionar. Numa situação dessas, como ela conseguiu outro investimento?

Paula não deu importância:

— Quem investiu foi o filho da família Lacerda, Rafael. Um playboy daqueles... Você acha que Estela conseguiu como? Com o corpo, claro...

Ela ainda não tinha terminado quando as duas ao lado mudaram a expressão e começaram a piscar para ela.

Paula não entendeu e continuou:

— Estou falando sério. Aquele dia eu vi um homem levar ela para um hotel. Eu garanto para vocês, ela não é tão inocente quanto parece. Ela com certeza...

Gesticulando enquanto falava, Paula então viu Estela parada ali, preparando café.

A primeira promessa de investimento que tinha feito a Tiago já tinha sido cumprida. Agora vinha a segunda, e a mais importante, desenvolver uma nova tecnologia.

Depois de voltar para a UME, ela já tinha analisado o mercado. Os algoritmos de robôs eram muito parecidos entre si, as funções quase iguais, e a precisão não variava tanto.

O maior problema ainda era a percepção.

No tato e na visão, comparado à sensibilidade do olho humano, os robôs estavam muito atrás.

Por isso, muitos trabalhos ainda eram impossíveis para eles.

Esse sempre tinha sido o ponto que ela vinha pensando. Se conseguisse resolver isso, não seria só um avanço para a UME, mas para o futuro deles.

Nos dias seguintes, Estela concentrou toda a atenção em como integrar a percepção humana aos robôs.

À noite, participou da festa de comemoração organizada pela empresa. Para evitar comentários, voltou para o apartamento alugado separada de Evandro, cada um em um horário.

Quando estava prestes a entrar no condomínio, viu Lara parada na entrada.

Lara olhava para os lados, inquieta, como se não quisesse ser vista.

Estela estranhou. Aproximou o carro, parou diante dela e abaixou o vidro.

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