“Quem raios é você?” Ela perguntou.
O homem estava tão emocionado que nenhuma de suas palavras fazia sentido. No final, ele começou a tirar a roupa. Os olhos de Arielle se arregalaram em choque fazendo com que tropeçasse para trás e instintivamente protegeu o peito. “Por que você está tirando a roupa? Não se atreva a me fazer mal! Eu vou acabar com você!”
Percebendo que estava assustando Arielle, o homem parou imediatamente. Depois de hesitar por um momento, ele levantou a manga para revelar um curativo sobre o ombro e começou a retirá-lo. Um olhar para a ferida e Arielle instantaneamente a reconheceu como uma facada. Ela era profunda como se a faca tivesse cortado até o osso. Por causa dos pontos, o ferimento parecia uma grande centopeia, vermelha e furiosa.
Devido à força que o homem usou para arrancar o curativo, a um ponto abriu e Arielle se assustou quando o sangue começou a escorrer. Foi nesse momento que ela se lembrou de um incidente.
Na época em que ela morava no exterior, um grupo de homens emboscaram um cara e começaram a atacá-lo com facões, durante uma noite em que estava passando por uma rua depois do jantar. Incidentes como esses não eram tão incomuns, e Arielle pensou em ir embora. Porém, quando viu que os agressores começaram a cortar o homem com seus facões, ela correu apressadamente e lutou contra eles. Não importa o quão boa ela era em lutar, ela ainda era uma mulher contra um grupo de homens armados. No final, ela escapou com o homem ferido apoiado nela.
Eles correram por quase dez quarteirões antes de conseguirem se livrar dos meliantes. Assim que a barra estava limpa, ela deu dinheiro ao homem e até conseguiu um carro para levá-lo ao hospital. Caso suas memórias estivessem corretas, o ferimento de faca do rapaz encontrava-se no ombro, assim como a do homem à sua frente. Naquele momento, ela se lembrou de tudo e finalmente reconheceu o homem.
“É você?” Arielle perguntou incrédula.
O homem soltou um profundo suspiro de alívio, apesar de sua ferida que ainda sangrava. “Eu procurei por você em todos os lugares no exterior, mas quando um dos meus amigos desapareceu, não tive outra escolha a não ser voltar aqui. Mesmo assim, continuei enviando pessoas para procurá-la e, quando pensei que finalmente tinha te encontrado, perdi a pista novamente...”
Arielle se lembrou da ligação de Ashley. “Qual o seu nome?”
“Harvey! Eu sou Harvey Júpiter!”


Arielle reclamou internamente e estava sentindo-se impotente. Por que todo mundo gosta de retribuir favores?
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O chefe do destino
Muito bom .....qdo vão disponibilizar os capítulos ?...