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O CEO Ajoelhado: "Por Favor, Não Dê Seu Último Suspiro!" romance Capítulo 3

ISADORA VILLANOVA

Isabella correu para os braços de Vicente, fingindo tropeçar de fraqueza no último passo.

— Cuidado, meu amor... Você ainda está fraca — a voz de Vicente agora era um sussurro doce para ela.

— Eu tive tanto medo de nunca mais te ver, Vicente. O escuro daquele coma... era tão frio.

Tenho certeza que Fernando a aqueceu muito bem...

— Shhh, passou. Estou aqui.

Eu estava parada a menos de dois metros de distância, mas era como se fosse invisível.

— Vicente, o que significa isso?

— Você ainda está aqui? — Ele virou o rosto para mim com impaciência. — Já não mandei você assinar a droga dos papéis e fazer as suas malas?

— Vicente, por que minha irmã ainda está na nossa casa? — Isabella perguntou.

— Ela não é importante, meu anjo. Foi só um contrato de negócios temporário com a sua família enquanto você não voltava para mim.

— Contrato temporário? Eu fui a sua esposa de verdade por três anos!

— Você cobriu um buraco, Isadora! — Vicente rugiu, me fazendo encolher. — Suma da minha frente agora! Vá embora da minha casa antes que eu chame os seguranças para te arrastar para fora!

Sem forças para continuar aquilo, subi as escadas me arrastando e respirando com dificuldade. Ao entrar no quarto que eu dividia com ele, peguei o celular e disquei o número da minha mãe.

— Mãe? Você sabia, não sabia? Sabia que a Isabella estava voltando!

— O dinheiro do Fernando acabou. Sua irmã precisava do lugar dela de volta.

— O lugar dela?! Fui eu quem casou com ele!

— Nós fizemos um trato. Você cumpriu a sua parte escondendo a fuga dela, o Vicente melhorou e agora a Isabella voltou. Você deveria nos agradecer por ter vivido no luxo.

— Agradecer? Eu estou... — Parei. Quase contei que estava morrendo. Mas qual seria a diferença? — Vocês me usaram e me jogaram fora.

— Você já conseguiu muito dinheiro morando nessa casa e conseguirá ainda mais com o divórcio. Não estrague a vida da sua irmã agora que ela finalmente vai assumir a fortuna dos Lancaster e dividir conosco.

— É disso que se trata então? Apoia ela porque não te entreguei mais dinheiro?

[...]

Fechei a mala com força, expulsando a lembrança. A dor no pulmão voltou.

Peguei a chave da casa e desci as escadas com a mala na mão. Me aproximei da porta do escritório de Vicente, que estava entreaberta para deixar a chave, mas a voz de Isabella me parou.

— Você promete que nunca vai se irritar comigo, Vicente? — ela perguntou, com uma voz manhosa e sedutora. — Sofri tanto naquele coma. A única coisa que me manteve viva foi pensar em você.

Alguém em coma consegue pensar?

— Está tudo bem, meu amor. — A voz de Vicente era completamente apaixonada. — Nós temos a vida inteira pela frente agora.

— Eu me sinto mal por ela, sabia?

— Não gaste a sua bondade com ela. A Isadora foi bem paga para esquentar o seu lugar. Senti tanto a sua falta, Isabella... — Vicente sussurrou a centímetros do rosto dela. — Eu juro por Deus. Só voltei a andar por você. Todo o meu esforço foi para te receber de pé.

Uma lágrima quente e cheia de sangue escorreu pelos meus lábios até o queixo.

Através da fresta da porta, eu o vi puxar o corpo da minha irmã contra o dele. Em seguida, os dois se beijaram apaixonadamente. Um beijo cheio de fome, devoção e luxúria. Um beijo que Vicente nunca havia me dado.

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