Capítulo 883: Entre a Vida e a Morte
"Eu queria... mesmo que nossos caminhos nunca mais se cruzassem, que ele pudesse viver bem em algum canto desta cidade. Nunca pensei... que algo assim aconteceria tão de repente." Aditya abaixou o olhar, seus olhos repousando mais uma vez na fotografia gravada na lápide.
"Nas minhas lembranças, meu pai sempre tinha essa expressão séria, quase intimidadora..." Inconscientemente, Aditya estendeu a mão, seus dedos traçando levemente a imagem fria e sem vida na pedra.
Não restava calor—apenas o frio implacável da fotografia.
"Se realmente existe uma próxima vida, espero... que ele ainda seja meu pai. Mas desta vez, quero que ele seja diferente—que seja firme como um verdadeiro homem, que mantenha nossa família unida, que nos proteja e cuide de mim e da minha irmã." Após uma pausa, Aditya acrescentou silenciosamente em seu coração, *Descanse em paz.*
Aquela única palavra—*Pai*—permaneceu presa em sua garganta, sem ser dita.
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**Hospital**
No momento em que Adrien recebeu a ligação do hospital, ele largou tudo e correu para lá.
Todo o trajeto foi um borrão. Ele nem conseguia lembrar quantos sinais vermelhos havia avançado, as buzinas irritadas e xingamentos desaparecendo no fundo. Nada disso importava. Sua mente estava consumida pelo pânico, pelo medo.
As palavras do médico ainda ecoavam em seus ouvidos: *"Sr. Xu, Srta. Lin... alguém removeu a máscara de oxigênio dela. A condição é crítica. Ela está na sala de emergência agora."*
A notícia o atingiu como uma explosão, obliterando todo pensamento coerente. Só restava um instinto—*Ir para o hospital. Agora.*
Quando ele chegou, a luz da emergência ainda brilhava em vermelho acima das portas. Suas mãos estavam suadas enquanto ele encarava a luz, com o maxilar apertado.
Ele já havia exigido que o hospital puxasse as imagens de vigilância. Precisava ver... *quem* fez isso.
No fundo, ele já sabia a resposta. Mas uma lasca teimosa de esperança se recusava a morrer—talvez, só talvez, não fosse o que ele temia.
Ele estava sentado silenciosamente no corredor, com as mãos cerradas e pressionadas contra a testa, contando cada segundo agonizante que passava lentamente.
Esperar pelos resultados da cirurgia – ele nunca imaginou o quanto isso poderia ser devastador para os nervos.
Seu olhar continuava a se mover em direção às portas fechadas da sala de operação, sua mente implorando silenciosamente para que o procedimento fosse tranquilo.
No momento em que aquelas portas finalmente se abriram, ele se levantou rapidamente e correu em direção ao médico. "Como ela está?"
"Felizmente... conseguimos a tempo. Ela está estabilizada." O médico exalou com alívio – trazer alguém de volta à vida não é tarefa fácil.
Adrien sentiu a tensão em seu corpo finalmente aliviar.
"Obrigado... obrigado," ele murmurou, acenando com gratidão.
Mas ele nunca esperou... que Xu Nanyu tentasse tirar a vida de Lin Jia.
"Copie a gravação e envie para meu e-mail," Adrien ordenou, sua voz afiada e precisa. Seu maxilar estava tão tenso que era claro que sua fúria havia atingido o limite.
Assim que o vídeo chegou em sua caixa de entrada, ele deixou o hospital. Ao entrar no carro, ele ligou para seu assistente. "E aí? Já rastreou a localização do Xu Nanyu?"
"Sim. Estou enviando as coordenadas agora," respondeu o assistente.
"Ótimo." Adrien encerrou a chamada com uma mão enquanto dirigia com a outra.
Instantes depois, seu celular vibrou com uma mensagem—um endereço.
De acordo com as informações, Xu Nanyu estava jantando em um restaurante no centro da cidade. Quando Adrien chegou, o homem havia acabado de terminar sua refeição e estava saindo.
Os passos de Xu Nanyu estavam trôpegos, sugerindo que ele havia bebido um pouco demais.
Adrien abriu a porta do carro, mas não se aproximou imediatamente. Em vez disso, seguiu silenciosamente atrás, seu olhar escuro e penetrante era perturbador em sua intensidade.
Ele seguiu Xu Nanyu como uma sombra até chegarem a uma rua mais tranquila.
Então, sem aviso, Adrien acelerou o passo, agarrou Xu Nanyu pela gola e o puxou para um beco estreito e pouco iluminado. O beco estava assustadoramente silencioso, com suas paredes manchadas de musgo exalando um odor mofado e desagradável. Embora um pouco embriagado, Xu Nanyu estava lúcido o suficiente para reconhecer o homem à sua frente. Ele soltou uma risada fria. "O que te traz aqui?" "Corta essa," Adrien retrucou, sua voz carregada de desdém. Seus olhos penetravam o rosto de Xu Nanyu, e sua presença inteira irradiava uma aura opressiva, quase sufocante. "Você sabe muito bem o que você fez."

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