Dito isso, ela virou as costas e começou a ir embora.
Mirella riu sem dar a mínima e disparou lentamente: — Ele diz que dormir com a esposa não tem graça nenhuma.
Beatriz parou de andar, virou a cabeça e a encarou com frieza. — Então o problema está no seu marido, Srta. Vargas. Por que não começa tentando mudar ele? Falta de confiança?
O sorriso no rosto de Mirella congelou no mesmo instante, e um brilho frio passou por seus olhos. Momentos depois, seus lábios se curvaram novamente. — Parece que a Dra. Rocha subestima a obsessão de um homem por herdeiros.
Assim que ela terminou de falar, antes que Beatriz pudesse reagir, já havia caminhado rapidamente até ela e segurado sua mão de repente.
Uma frieza apareceu no rosto de Mirella por um momento, e logo ela soltou a mão, dando um passo para trás aos gritos.
Beatriz arregalou os olhos, ainda sem reagir. — Você!
A porta foi empurrada novamente e Rodrigo viu a cena. Suas pupilas se contraíram, e sua primeira reação foi correr para ajudar Mirella.
Mas, ao ver o olhar de Beatriz, ele se conteve à força, apertou os punhos e deu um sinal com os olhos para o assistente ao lado.
O assistente captou o recado e caminhou apressado. — Srta. Vargas, está tudo bem? Vou levá-la ao médico.
Os olhos de Mirella ficaram vermelhos de tanto ressentimento. — Dra. Rocha, eu não fiz nada para ofendê-la, fiz?
Beatriz olhava para ela friamente, apenas achando a atuação péssima.
Rodrigo observava tudo ao lado, e seu olhar sobre Beatriz esfriou de forma imperceptível. Ele instruiu o assistente: — Tá bom, leve-a para baixo primeiro.
Como ele não havia notado que Beatriz era tão ousada antes? Como ousava empurrar alguém?
Se acontecesse algo com a criança na barriga de Mirella, ele não deixaria passar em branco.
Essas palavras estavam prestes a sair, mas ele as engoliu de volta.
Mirella lançou um olhar magoado a Rodrigo e foi amparada pelo assistente até a saída.
Rodrigo nem olhou para ela e caminhou até Beatriz. — Querida, o que houve?
Beatriz respondeu num tom indiferente. — A Srta. Vargas perdeu o equilíbrio.
Um traço de frieza passou pelos olhos de Rodrigo, mas ele ainda sorriu. — A culpa é desse tapete muito escorregadio. Você está bem, querida?
Beatriz balançou a cabeça de leve.
Rodrigo colocou o celular na mesa e começou a conversar com ela sobre a audiência de amanhã.
Mas estava um pouco aéreo. Seus olhos iam sempre em direção ao telefone, como se esperassem a mensagem de alguém.
Naquele momento, a tela do celular acendeu. Era uma mensagem do assistente. Rodrigo parou de falar no mesmo instante, pegou o aparelho e franziu as sobrancelhas.
O coração de Beatriz já estava dormente. — Por que você não vai ver como Mirella está? Afinal, ela caiu aqui e pode até querer jogar a culpa na gente.
Rodrigo riu ao ouvir aquilo e deixou um beijo na testa dela. — Então eu vou resolver umas coisas. Querida, vá descansar primeiro.



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