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O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta romance Capítulo 410

— Estou bem. — Respondeu Eli depressa. — O médico disse que posso ir para casa esta tarde. Eu só queria ter certeza de que a senhora também está bem, vovó.

Riana sorriu com delicadeza, seu tom suavizando imediatamente.

— Obrigada por ligar para saber como estou. Estou bem. Você foi muito corajosa hoje.

— Ah... Foi só reflexo. — Disse Eli em voz baixa. — Fiquei com medo de algo acontecer com a senhora.

Althea lançou um olhar para Riana, percebendo a mudança em sua expressão. Não havia fingimento ali, apenas sinceridade.

— Você já comeu? — Perguntou Riana.

— Ainda não. — Respondeu Eli com honestidade. — Mamãe ainda está cuidando da papelada. Depois disso, vamos voltar para o apartamento.

— Hoje era para ter sido apenas uma visita simples ao cemitério, sem nenhum incidente. — Disse Riana com um longo suspiro. — Deixa para lá. Não pense muito nisso. É melhor se concentrar nos estudos.

Ela fez uma pausa.

— Você poderá ir à escola amanhã, não poderá?

— Sim! — Respondeu Eli, parecendo mais animada. — Não quero ficar para trás.

Riana sorriu.

— Ótimo.

— Hum... Vovó?

Riana franziu levemente a testa.

— Há algo que queira dizer? Pode falar.

— Se a senhora tiver tempo algum dia... Talvez a gente pudesse se encontrar? — Perguntou Eli suavemente. — Eu gostaria de conversar direito com a senhora, só nós duas, se não se importar.

Riana olhou para Althea, surpresa.

— Se encontrar comigo? Só nós duas?

— Sim. Só nós duas. Eu seria deixada em algum lugar de que a senhora goste e, depois disso... Quero conversar. Eu me sinto...

Eli hesitou.

— Eu me sinto com ciúme. A senhora consegue ser próxima de outras pessoas, mas eu não consigo.

Riana ficou em silêncio.

— Isso... Isso seria possível?

Por um longo momento, Riana não respondeu.

Então, finalmente:

— Tudo bem. Vou organizar um horário para nos encontrarmos.

Do outro lado da linha, Eli ficou quieta. Uma pequena respiração veio em seguida.

— Obrigada, vovó, por entender. Vou esperar quando a senhora estiver livre para mim.

E a ligação terminou.

Um silêncio fino, mas palpável, entrou no carro. Riana continuou segurando o celular por alguns segundos além do necessário, como se quisesse se certificar de que a conversa realmente havia acabado.

A menina falava sem pressão, sem tentar convencer ninguém. Mesmo quando estava ferida, e quando enfrentara ameaças na padaria algum tempo antes, ela havia pedido desculpas mais do que pedido atenção. E, quando empurrou Riana no cemitério, Althea sabia que aquilo não fora planejado.

Foi instinto.

Uma sinceridade que surgiu sem ser filtrada por qualquer ganho pessoal.

Althea não era ingênua.

Ela entendia a possibilidade amarga: Eli podia estar sendo usada. Transformada em ponte, em ferramenta para abrir portas que há muito permaneciam fechadas para Selena. Talvez a menina nem compreendesse por completo os jogos adultos se desenrolando ao seu redor.

E era exatamente isso que perturbava Althea.

Havia uma solidão distinta nos olhos de Eli, uma que não parecia fabricada. A solidão de alguém que crescera sem um lugar que realmente parecesse lar.

Ela não buscava um grande reconhecimento, apenas o simples gesto de ser vista.

Se Selena era cheia de exigências, Eli parecia mais uma pergunta ainda procurando uma resposta.

Althea respirou em silêncio.

Continuava cautelosa. Isso não havia mudado.

Mas, pela primeira vez desde o aparecimento das duas, admitiu uma coisa para si mesma:

Se havia uma pessoa que ainda não tinha sido manchada por más intenções, era Eli.

E talvez fosse exatamente por isso que Selena nunca a deixasse falar livremente por conta própria.

Vou garantir que aquela mulher não consiga o que quer, murmurou Althea em silêncio para si mesma.

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