— Bem-vinda, Sra. Miller.
Muitos cumprimentos foram dirigidos a Riana.
Era natural, afinal, a esposa do CEO do Grupo TnC havia aparecido no escritório sem aviso. Não era algo que Riana costumava fazer, mas, claramente, o que precisava ser discutido importava mais do que hábito ou protocolo.
Tudo o que ela pôde fazer foi retribuir cada saudação com uma cordialidade educada. Ela nunca foi o tipo de mulher que permitia que o status a tornasse arrogante, especialmente diante dos funcionários que trabalhavam sob a liderança do marido.
Não demorou para que chegasse a uma sala que não visitava havia anos.
O escritório de Nathan parecia exatamente como ela se lembrava. Prateleiras altas, cheias de pastas organizadas com cuidado, cobriam as paredes. Uma ampla janela deixava a luz do dia entrar, revelando o movimento constante de SunCity lá embaixo. Na parede oposta, um grande monitor lançava um brilho azulado e discreto pelo cômodo.
— Mãe! — Disseram Chris e Cale quase ao mesmo tempo quando Riana entrou.
Riana se sentou ereta no sofá, as mãos firmemente entrelaçadas no colo, a expressão rígida. À sua frente, Cale estava de pé com um tablet em mãos, enquanto Chris se apoiava na mesa, a tensão marcada no rosto.
Nathan permanecia sentado, em silêncio, ouvindo.
— Então. — Disse Riana, sem perder tempo. — O que preciso saber sobre Selena?
Desde que deixou o apartamento da mulher, Riana mal conseguia se conter. Selena era habilidosa demais com as palavras, pressionando e encurralando os outros sem o menor sinal de culpa.
— Estas são gravações das câmeras do corredor, do saguão e da varanda do apartamento onde ela está hospedada. — Disse Cale por fim, quebrando o silêncio. — Venho monitorando Selena desde o dia em que Nora morreu.
Riana se virou bruscamente para ele.
— E?
— Quase todas as noites. — Continuou Cale, a voz calma, mas firme. — Ela faz ou recebe ligações. Sempre nos mesmos horários, entre onze da noite e algum momento depois da meia-noite.
Chris franziu a testa.
— Ligações regulares não significam necessariamente alguma coisa, significam? Ela poderia estar falando com a família.
— À meia-noite? Quando ninguém deveria notar?
Cale o interrompeu, tocando a tela do tablet.
— E esse nem é o ponto principal. Toda vez que tentamos rastrear o número, ele já está morto. Celulares descartáveis. Não registrados em nome de ninguém.
Riana fixou o olhar em Cale.
— Isso não soa como alguém escondendo alguma coisa?
Nathan finalmente falou:
Chris ergueu uma sobrancelha.
— Mãe...
— Não vou permitir que Selena fique ali. — Continuou Riana, a voz tremendo apesar do esforço para controlá-la. — Diante do túmulo do meu filho, fingindo que o conhecia tão bem. Não vou deixá-la chorar ali como se tivesse os mesmos direitos. Elas estão mentindo. As duas.
— Não estou negando o que a senhora está dizendo, mãe. — Respondeu Chris com cuidado. — Mas é exatamente por isso que precisamos manter a calma.
— Calma? — Riana rebateu, o olhar afiado. — Depois do que elas fizeram? Estão claramente tentando nos enganar. Por que deveríamos nos conter?
— Por causa do que fizeram. — Respondeu Cale, ainda com o tom medido. — Tenho medo de que estejam usando o mesmo padrão. Toda vez que algo bloqueia os desejos de Selena, alguma coisa acontece no dia seguinte. Não sei o que realmente causou a morte de Nora, mas estou convencido de que tudo está conectado.
Todos passaram a ouvir com atenção, como se montassem em silêncio a possibilidade de Cale estar certo.
— E, quando a mãe não conseguiu encontrá-las. — Continuou Cale. — Algo aconteceu com Eli. Tudo parece coincidência, mas o padrão é limpo demais. Eu só não esperava que usassem Eli como escudo.
Chris assentiu.
— Cale tem razão, mãe. Isso não acontece por acaso. É planejado.
— E isso significa que Selena orquestrou tudo? — Perguntou Nathan, a curiosidade misturada à preocupação. — E quanto a Eli?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...