Residência principal da família Miller.
— Você não precisa se preocupar tanto assim, Althea. — Disse Cale gentilmente, sentado não muito longe dela.
Mesmo não tendo ouvido cada palavra da conversa de Althea com Daven, Cale compreendia o bastante para entender o que afligia sua cunhada. Para os Miller, Althea ainda era a nora querida daquela casa.
Seu status podia ter mudado, agora ela era esposa de Daven, mas seu vínculo com a família Miller permanecia intacto. Além de Grace ser filha biológica de Chase Miller, a própria Althea considerava a família de seu falecido marido uma parte inseparável de sua vida agora.
Nem Cale nem Chris jamais se opuseram a isso. Pelo contrário, os dois apoiavam em silêncio a ideia de Althea e Daven encontrarem novamente o caminho um para o outro.
Althea deu a Daven uma segunda chance, para que ele provasse que merecia estar ao lado dela.
— Tenho certeza de que ele está bem. — Acrescentou Cale.
Althea soltou uma longa respiração.
O peso sobre seus ombros não diminuiu nem um pouco, apesar da tentativa de Cale de confortá-la.
Naquela noite, a casa de Riana parecia mais quente do que o habitual. As vozes de Josh e Grace dominavam o espaço, rompendo a quietude que muitas vezes pairava pela luxuosa residência.
De vez em quando, as vozes de Nathan e Riana se juntavam às deles, misturando-se à conversa que vinha do lounge com vista para a piscina.
— Espero que sim. — Disse Althea, forçando um sorriso. — Só tenho medo de que o que aconteceu no noticiário se transforme em algo maior.
— Não vai. — Respondeu Cale com certeza. — Daven é o homem mais teimoso que conheço. Se ele diz que tudo está sob controle, então está. Além disso, ele está sempre cercado por seguranças.
— Então por que ainda se machucou? — Murmurou Althea, com uma ponta de irritação escapando pela voz.
Para aquilo, Cale não tinha resposta.
O que Althea disse fazia sentido. Ele investigaria como Daven poderia ter se ferido enquanto inspecionava um projeto problemático.
Será que era mesmo como as notícias diziam, que os protestos locais haviam escalado além do controle e provocado tumulto?
— Mas obrigada por tentar me acalmar, Cale. — Disse Althea, com um sorriso tingido de amargura.
Antes que Cale pudesse responder, o som de passos firmes e familiares ecoou pelo corredor, e então...
— Tio Chris!
O grito estridente de Grace ressoou, preenchendo o corredor que levava à sala de estar.
Momentos depois, Chris apareceu, erguendo Grace nos braços com uma risada, cedendo a cada pergunta que ela disparava contra ele.
Ele nem teve tempo de tirar o paletó ou largar a pasta de trabalho quando Josh correu até ele.
O garoto parecia uma criança ansiosa para mostrar sua obra-prima a alguém que adorava.
— Tio Chris, olha, acabei de montar um iate.
Ele ergueu um modelo feito de pequenas peças de madeira, montadas em um padrão complexo. Era intricado, mas Josh havia encaixado tudo com perfeição.
Chris só conseguiu rir, sentindo o calor se espalhar por dentro.
Estar cercado por seus dois sobrinhos favoritos era uma sensação indescritivelmente boa, especialmente Josh. Fazia tempo demais desde que ele conseguira brincar daquele jeito.
— Eu também fiz um desenho muito bonito, tio Chris. Você precisa ver! — Grace se remexeu nos braços dele. — Me coloca no chão um segundo. Vou buscar para te mostrar.
— Tudo bem, tudo bem! — Chris riu. — Mostrem tudo o que andaram fazendo na casa do vovô.
Althea quase interveio, querendo lembrá-los de dar a Chris um momento para respirar depois do trabalho. Mas estava claro: nem Josh nem Grace tinham qualquer intenção de soltá-lo tão cedo.
Cale soltou uma risada leve.
— Deixe que eles acabem com a energia do Chris. Eles precisam de algo para se distrair, para não ficarem pensando o tempo todo no pai. Você também. Não precisa se preocupar tanto.
— Acho que... Você tem razão.
— Podemos conversar agora? — Perguntou Cale, seu sorriso carregando um significado silencioso.
— Não escondam mais nada de mim. — Disse Althea, olhando de Cale para Chris, uma suspeita tremeluzindo em seus olhos.
— Ah, qual é... — Chris ergueu as mãos em rendição. — Eu não estava escondendo por vontade própria. Só precisava de provas sólidas primeiro.
Aquilo fez Althea e Cale rirem.
***
— Tem certeza de que Althea voltou para o quarto?
A pergunta fez Cale franzir levemente a testa.
Ele foi o último a entrar no escritório de Nathan, o gabinete de seu pai. Conforme a noite se aprofundava, eles haviam se reunido para discutir as informações que Chris descobrira mais cedo naquele dia.
Não era algo que Chris pudesse explicar abertamente na frente de Althea. Ele não queria sobrecarregar a cunhada com mais uma fonte de ansiedade.
Especialmente quando o assunto exigia atenção cuidadosa.
A chegada repentina de Selena, com Eli, a garota que dizia ser filha do falecido Chase Miller.
— Tenho certeza. — Respondeu Cale, puxando uma cadeira perto de Nathan. — Falei com Lydia. Talvez elas ainda não estejam dormindo, mas pelo menos já estão em seus quartos.
Riana soltou uma longa respiração.
Seu rosto envelhecido parecia cansado, mas ela não conseguia se manter parada.
— Não quero fazê-la se preocupar ainda mais. Achei que planejar uma viagem em família pudesse ajudá-la, mas a situação não nos permite o luxo de distrações simples.
— Tenho certeza de que o problema de Daven será resolvido em breve, mãe. — Disse Chris, apertando a mão dela. — Depois disso, podemos fazer essa viagem. Faz muito tempo desde que realmente relaxei.
— Chris tem razão, querida. — Acrescentou Nathan. — Então... Sobre o que você queria conversar? É sobre Selena?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...