— Onde eles estão?
Arsen apressou o passo atrás de Daven, não porque não conseguisse acompanhá-lo, mas porque ainda folheava os documentos que um funcionário de Jiangshe acabou de lhe enviar.
Além disso, a reunião daquela noite parecia repentina demais. Poderia ter sido marcada para o dia seguinte, então por que forçá-la agora? Não havia realmente outro horário?
— Pedi que aguardassem no lounge do escritório da filial, Sr. Daven. — Informou Arsen.
Daven assentiu.
— Garanta que, mesmo que fiquem esperando, sejam bem tratados.
— Sim, senhor.
O carro que levaria Daven ao escritório da filial já estava estacionado do lado de fora. Eles seguiram direto para lá e, no caminho, Daven ouviu as breves atualizações de Arsen.
Não demorou para chegarem.
Um dos gerentes sêniores de Jiangshe os recebeu imediatamente, fazendo um resumo rápido da situação. Um dos representantes havia sido especialmente vocal, vocal demais, quase chegando à provocação proposital.
— Recomendamos cautela, Sr. Daven. — Alertou o homem. — Nosso pessoal está posicionado ao redor do lounge, discretamente, conforme instruído.
Daven assentiu com calma.
— Relaxe. Só quero confirmar uma coisa.
Nem o gerente, nem os funcionários que aguardavam para encerrar os assuntos daquela noite, nem Arsen faziam ideia do que Daven pretendia. Só podiam trocar olhares incertos e torcer para que tudo terminasse bem.
— Boa noite! — Cumprimentou Daven educadamente ao se aproximar dos quatro representantes que haviam participado do protesto mais cedo naquele dia, em relação às indenizações e ao impacto do projeto.
— Boa noite, Sr. Daven.
Um deles deu um passo à frente, sorrindo enquanto oferecia a mão, mas seus olhos eram afiados, avaliando Daven.
— Espero que não tenhamos atrapalhado sua noite.
— De forma alguma.
Daven deu um sorriso discreto e puxou uma das cadeiras no centro da sala.
— Então... O que gostariam de discutir?
— Sr. Daven, não podemos aceitar que este projeto continue. O dano é grande demais para todos nós.
Era o homem de camisa escura, a voz mais alta desde o começo. Sua presença enchia a sala de pressão, o bastante para fazer a mandíbula de Arsen se contrair.
E, quando Daven perguntou seu nome, o homem simplesmente respondeu:
— O senhor não precisa saber quem eu sou. Mas eu sei quem o senhor é.
Arsen precisou buscar paciência no fundo da alma.
Homens assim sempre testavam limites.
— Senhor, poderia explicar suas objeções de forma específica? — Arsen interveio, tentando trazer ordem à discussão. — Uma por uma, para evitarmos mal-entendidos...
— Não há necessidade de limitar assim! — Retrucou o homem. — Nosso pedido é claro: parem o projeto. Agora. Não precisamos soletrar cada detalhe. É inútil. Queremos que ele seja encerrado. Imediatamente!
Seu tom transbordava arrogância e pressão.
— Se não fizerem isso, levaremos o caso à Justiça.
Arsen expirou devagar.
— Senhor, mantenha um tom respeitoso. Podemos nos sentar e resolver isso com calma.
— Por quê? Está com medo? — Zombou o homem. — Ou estão tentando prejudicar os moradores de propósito?
Os outros dois representantes trocaram olhares inquietos.
Daven não deixou passar aquela pequena troca.
Enquanto isso, a jovem ao lado deles parecia não ver a hora de escapar daquela sala.
Depois de vários minutos de tensão crescente, Daven finalmente falou.
Sua voz estava calma, calma até demais para uma situação como aquela.
Ele batia os dedos na mesa de vez em quando, o olhar fixo no homem à sua frente. Às vezes, girava a aliança entre os dedos, um hábito silencioso que usava para se manter centrado.
Não morda a isca.
— Muito bem. Ouvi tudo o que vocês queriam dizer. Arsen registrará cada ponto apresentado, e darei uma resposta oficial em dois dias.
— Isso não é suficiente. — Cortou o homem. — Se não nos der uma resposta satisfatória, levarei isso direto para a Justiça.
Daven o estudou por um instante, como se observasse algo que ainda não estava pronto para dizer em voz alta.
— Muito bem. — Respondeu simplesmente.
Sem defesa.
Sem desafio.
Sem uma faísca de emoção, mesmo que toda aquela conversa tivesse sido irritante.
Ter alguém gritando daquela forma, quando tudo havia sido acordado anteriormente, estava longe de ser agradável.
Por que encenar um protesto agora, justo neste momento?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...