— Vou ajudar você a se preparar. — Disse Althea suavemente, soltando uma respiração baixa. — Além disso... Nenhum de vocês parece muito ansioso para me contar alguma coisa, não é?
— Não é isso, meu amor.
Daven se aproximou, tentando acalmá-la.
Althea sustentou o olhar dele por um longo momento antes de lhe oferecer um sorriso fraco e cansado.
— Tudo bem. Eu entendo. Você não quer que eu me preocupe.
Ela estendeu a mão para ele.
— Vamos. Você precisa se apressar. Tenho certeza de que Arsen chegará a qualquer minuto para buscá-lo.
Daven segurou a mão dela, quente, firme, capaz de trazê-lo de volta ao chão, e a seguiu em direção ao quarto.
Nenhum dos dois falou.
Ainda assim, o silêncio parecia mais pesado do que qualquer discussão.
É claro que Althea estava preocupada. Estaria mentindo se dissesse o contrário. Especialmente porque problemas na empresa de Daven não surgiam havia muito tempo. Tudo vinha funcionando bem por anos... E agora os problemas começavam a desabar um atrás do outro?
Aquela família nunca teria nem sequer um momento para respirar?
Para se curar da perda de uma mãe?
Esses pensamentos se agarravam a ela como uma sombra.
A mala preta estava aberta sobre a cama.
As luzes suaves do quarto desenhavam formas delicadas nas paredes, mas a atmosfera estava longe de ser acolhedora. Daven estava do lado esquerdo da cama, separando cuidadosamente suas camisas de trabalho.
Mais de uma vez, parou, sem saber ao certo o que precisava levar.
Althea segurava algumas peças de roupa sobre o braço e as entregava a ele uma por uma.
— Você precisa desta?
— Sim. Talvez. — Respondeu ele, pegando-as sem muito foco.
Sua voz era vazia, como se o conteúdo da mala importasse muito menos do que a tempestade se formando por trás de tudo aquilo.
Ele dobrou uma camisa, colocou-a sobre a pilha crescente e então parou novamente.
— Pode colocar meu casaco ali, meu amor.
Althea colocou na mala o casaco que havia tirado do armário.
— Você vai precisar de um mais grosso, certo? Está frio lá.
— Deve estar. — Murmurou Daven, sem sustentar o olhar dela por muito tempo.
Ele balançou a cabeça devagar.
— Não. Eu só... Não entendo por que as coisas ficaram tão complicadas de repente. Preciso investigar mais a fundo.
— Isso tem alguma coisa a ver com o que todos vocês estão escondendo de mim? — Perguntou Althea, procurando o rosto dele, querendo que ele não escondesse nada dela.
Até a menor verdade seria melhor do que ser deixada de fora.
Mas, mais uma vez, Daven não queria que ela carregasse aquele peso.
Ele segurou as duas mãos dela, levou-as aos lábios e as beijou com ternura, quente, cheio de amor.
— Eu prometo! — Sussurrou ele. — No instante em que eu encontrar qualquer pista, qualquer coisa, vou contar tudo a você. Não quero guardar um único segredo de você, meu amor.
Althea fez bico, claramente nada convencida pela tentativa dele de suavizar a situação.
— Não faça essa cara. — Murmurou Daven, depositando um beijo em sua testa. — Sinto muito.
— Prometa uma coisa, Daven.
Daven segurou o rosto dela com as duas mãos.
— Qualquer coisa que minha esposa pedir, eu darei.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...