— Eles dormiram cedo hoje. — Murmurou Althea, fechando silenciosamente a porta do quarto das crianças.
Daven, sentado no sofá da sala, assentiu.
— Josh disse que quer levar amanhã um desenho de flores para o papai Chase. Eu o ajudei a colorir.
Althea sorriu discretamente.
— Então agora você é especialista em colorir, é?
— Quando meu concorrente é uma criança de cinco anos, ainda tenho alguma chance de vencer. — Disse ele, rindo.
— Mas Grace é melhor. — Provocou Althea. — Ela adora usar todas as cores que encontra em uma única página.
— Isso se chama criatividade. — Respondeu Daven com naturalidade. — Você também era assim, lembra? Na primeira vez que cozinhou, colocou todos os temperos que tinha.
Althea riu, balançando a cabeça.
— Você ainda se lembra disso?
— Como eu poderia esquecer? Comi um frango assado que, de algum jeito, tinha gosto de molho de soja, pimenta e mel ao mesmo tempo. Mas terminei mesmo assim.
— Porque estava com medo de que eu ficasse brava. — Acusou Althea, fingindo fazer beicinho.
— Não! — Disse Daven, com o tom se suavizando enquanto olhava para ela. — Porque, mesmo naquela época, percebi que queria continuar comendo sua comida todos os dias, não importa o quão terrível fosse.
A risada de Althea desapareceu, substituída por uma quietude silenciosa que pairou entre os dois.
— Daven...
— Eu sei... — Disse ele gentilmente, interrompendo-a. — Sei que não sou alguém fácil para você voltar a confiar.
Althea baixou o olhar.
— Não é sobre confiança... Às vezes, eu só tenho medo. Medo de que essa felicidade não dure.
— Desta vez, não.
Daven se levantou e caminhou até ela.
— Eu perdi você uma vez porque estava ocupado demais tentando provar meu valor para o mundo. Agora, só quero provar uma coisa: que posso ser o lar para o qual você queira voltar.
Althea ergueu os olhos para ele, procurando algo em seu rosto.
— Você fala como se fosse fácil.
— Não é! — Admitiu ele em voz baixa. — Mas quero tentar. Um dia de cada vez. Do mesmo jeito que fazemos pelas crianças.
O silêncio voltou a se acomodar entre eles, quebrado apenas pelo tique-taque suave do relógio.
— Daven... — Disse ela depois de um instante. — Não sei se ainda tenho espaço para amar como antes.
— Então me deixe esperar do lado de fora desse espaço. — Respondeu Daven, a voz baixa, mas segura. — Não vou forçar minha entrada. Só quero ficar por perto... Até que você esteja pronta para abri-lo de novo.
Althea respirou fundo.
— Sabe... Chase disse algo parecido uma vez.
Daven abaixou levemente a cabeça, o tom terno.
— Eu sei. E não estou tentando substituí-lo, Thea. Só quero amar você de um jeito diferente. Sem exigências, sem arrependimentos.
Um sorriso suave tocou os lábios dela.
— Você parece alguém que aprendeu muita coisa.
— Aprendi... — Disse ele em voz baixa. — Com você.
Ele lançou um olhar para o quarto das crianças.
— E com eles. Josh me ensinou paciência. Grace me ensinou a amar sem precisar de motivo.
Agora, não havia ego.
Não havia necessidade de vencer uma discussão.
Apenas duas pessoas aprendendo, em silêncio, a fazer as pazes com o passado.
— Daven... — Disse Althea por fim, a voz pouco acima de um sussurro. — Se eu der uma segunda chance a isso... Você vai cuidar melhor dela desta vez?
— Mais do que pronto! — Respondeu ele sem um segundo de hesitação. — Porque, desta vez, eu sei o que vale a pena segurar.
Althea encontrou seu olhar, os olhos firmes e atentos.
— Tudo bem! — Disse finalmente. — Então vamos começar de novo. Devagar.
Daven assentiu, um sorriso suave curvando seus lábios.
— Eu não quero rápido. Só quero para sempre.
Entre eles, o silêncio voltou a cair.
Mas já não era constrangedor.
Era quente, envolvendo-os como uma promessa silenciosa.
Daven olhou para ela mais uma vez antes de sussurrar:
— Boa noite, Thea.
— Boa noite, Daven.
Enquanto caminhava em direção à porta, ele olhou para trás.
Althea ainda estava sentada no sofá, com um sorriso discreto, mas verdadeiro.
E, pela primeira vez em anos, Daven se sentiu realmente em paz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...