— Pode pegar aquele com a embalagem azul, não o verde?
— O azul é mais caro, sabia?
— É exatamente por isso que estou pedindo para você pegar. Assim eu não pareço a esbanjadora.
Daven riu baixinho, cedendo ao pedido de Althea e colocando os panos de cozinha no carrinho.
— Se você continuar me arrastando para essas compras todo mês, vou acabar decorando todas as marcas deste mercado.
— Essa é a ideia. — Respondeu Althea, com um pequeno sorriso. — Assim, no mês que vem, você pode vir sozinho.
— E perder a chance de caminhar ao seu lado? Nem pensar.
Ele empurrou o carrinho ao lado dela, os passos lentos e tranquilos pelo corredor silencioso.
De vez em quando, Daven lançava um olhar para o perfil dela, luminoso, simples e calmo de uma forma que sempre aquietava algo dentro dele.
— Acabei de perceber... — Disse ele suavemente. — Quando eu ainda era seu marido, nunca fiz coisas assim com você.
Althea olhou para ele enquanto examinava a prateleira de sabonetes.
— Naquela época, você nem sabia quanto custava um sabão em pó.
Daven abaixou um pouco a cabeça, um sorriso arrependido puxando seus lábios.
— É. Eu era um idiota. Costumava achar que, desde que tudo estivesse abastecido em casa, era o suficiente. Mas o que você realmente precisava era de algo simples assim... Apenas estar junto.
O sorriso de Althea foi discreto, mas caloroso.
— Demorou bastante para perceber isso.
— Aprendi muita coisa. — Murmurou ele. — Sobre paciência, sobre ouvir... E sobre valorizar as pequenas coisas.
Ele parou diante da seção de papinhas, pegando um potinho.
— Essa é a marca que Grace toma, certo?
— Certo! — Disse Althea, acrescentando mais dois potinhos ao carrinho. — Você realmente se lembra agora.
— Viu? Subi de nível: de marido fracassado para parceiro de compras razoavelmente decente.
Althea soltou uma risada suave.
— Você é mais do que isso agora.
Daven olhou para ela, curioso.
— Mais?
— Mais paciente, mais atencioso... E mais presente.
Ele soltou o ar devagar.
— Talvez porque eu tenha medo de perder esta segunda chance.
Althea parou de andar.
— Sabe, Daven... Eu também tenho medo.
— Medo de quê?
— De me acostumar demais com você por perto.
Daven não respondeu de imediato.
Apenas sorriu de leve e continuou empurrando o carrinho em direção ao caixa.
Quando saíram do supermercado, o ar da tarde estava suave e morno. O céu se pintava em tons de dourado e laranja, enquanto o pôr do sol começava a se acomodar.
— Josh vai adorar isso. — Disse Daven, abrindo o porta-malas do carro. — Ele pediu sorvete de morango de novo.
Althea sorriu.
— Aquele menino nunca enjoa do mesmo sabor.
— Neste sábado... Você viria comigo visitar o túmulo de Chase?
Daven não pareceu surpreso.
Seus olhos carregavam apenas calma.
— Claro.
— Eu geralmente vou sozinha. — Disse ela devagar. — Mas desta vez... Não quero ir sozinha.
— Obrigado por confiar isso a mim. — Murmurou ele gentilmente.
Althea baixou o olhar de novo, com um pequeno sorriso tocando seus lábios.
— Eu só não quero que esse dia pareça silencioso demais.
A voz de Daven saiu baixa quando respondeu:
— Eu estarei lá. Não preciso dizer muita coisa. Só ficar ao seu lado.
— E se eu chorar? — Perguntou Althea suavemente.
— Então vou ficar em silêncio ao seu lado. — Disse ele simplesmente. — Até você estar pronta.
Althea voltou os olhos para a janela, observando a estrada passar sob o céu crepuscular.
— E se eu não chorar?
— Então talvez Chase finalmente esteja em paz. — Disse ele após uma pausa. — E talvez... Você também esteja.
O silêncio voltou a preencher o carro, quebrado apenas pelo ronco constante do motor e por uma música suave tocando no rádio.
Daven lançou um olhar de lado e viu Althea recostada no banco, de olhos fechados.
E, naquele momento tranquilo, ele percebeu algo: embora a jornada deles ainda não tivesse chegado ao fim, pela primeira vez, sentia que estava exatamente onde deveria estar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...