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O ALFA ARREPENDIDO: QUERO MINHA EX-COMPANHEIRA DE VOLTA. romance Capítulo 155

POV CASPIAN.

Eu estava no escritório da mansão, revisando alguns documentos da alcateia, quando uma sensação estranha me invadiu. Odin, agitou-se dentro de mim, rosnando baixinho como se algo estivesse errado. Meu coração acelerou — era Gaia. Senti sua agitação através do nosso vínculo, como uma onda de pânico que me atingiu em cheio. Sem pensar duas vezes, larguei tudo e corri escada acima, meu instinto alfa me guiando diretamente para o nosso quarto.

Ao abrir a porta com força, encontrei Gaia parada no meio do quarto, pálida como a lua nova, com as mãos na barriga e uma expressão nervosa no rosto. Seus olhos se encontraram com os meus, cheios de uma mistura de medo e tensão.

— O que aconteceu, amor? — perguntei, correndo até ela, meu tom urgente.

— Os filhotes vão nascer — disse ela, com dificuldade, sua voz tremendo um pouco. Meu mundo parou por um segundo. Os filhotes? Agora? Odin uivou de empolgação e preocupação dentro de mim, mas mantive a calma exterior o máximo que pude.

— Eu te levo para o hospital agora mesmo — declarei, já me preparando para pegá-la no colo.

— Não, Caspian… Não vai dar tempo — respondeu ela, gemendo levemente e se apoiando em mim.

Meu estômago revirou. Sem hospital? Aqui, agora? Mas eu não hesitei. Peguei Gaia no colo com cuidado, sentindo seu corpo quente e trêmulo contra o meu, e a levei até a cama, deitando-a suavemente nos lençóis macios.

— O que eu faço? Me diga, amor, o que você precisa? — perguntei, minha voz saindo mais nervosa do que eu gostaria, enquanto me ajoelhava ao lado dela.

— Chame sua mãe… Ela pode me ajudar — disse ela, ofegante. Meu coração apertou. Merda.

— Ela saiu com meu pai… Eles foram visitar a alcateia vizinha. Não vão demorar — respondi, desesperado, passando a mão pelo cabelo.

Nesse momento, Gaia gemeu alto, arqueando as costas com uma contração forte. Seu rosto se contorceu de dor, e eu senti como se meu próprio corpo doesse junto. Odin rosnou, impotente, querendo proteger nossa companheira, mas sem saber como.

— Gaia! Amor, respira… Me diz o que fazer! — implorei, segurando sua mão com força.

— Você… Você vai ter que fazer o parto, Caspian. Eu sinto… Eles já estão saindo — disse ela, entre respirações aceleradas, seus olhos suplicantes olhando para os meus.

Meu sangue gelou por um instante, mas Odin me deu força. Respirei fundo, acalmando o pânico que ameaçava me dominar. Eu era o alfa, o companheiro dela — eu faria isso por ela, pelos nossos filhotes.

— Nós conseguimos. — Disse Odin.

— Tudo bem, amor. Eu estou aqui. Vamos fazer isso juntos — falei, tentando soar confiante, enquanto a ajudava a abrir as pernas com gentileza. Com um movimento rápido, arranquei sua calcinha, expondo-a para que eu pudesse ajudar.

Gaia gritou de dor com outra contração, e eu olhei entre suas pernas. Meu coração disparou — lá estava a cabeça do primeiro filhote aparecendo, coberta por uma fina membrana, pronta para vir ao mundo.

— Eu vejo a cabeça! Empurra, amor, empurra com força! — incentivei, posicionando minhas mãos com cuidado, guiado pelo instinto de Odin.

Ela gritou novamente, empurrando com toda a força, e eu segurei o filhote enquanto ele saía. Era uma fêmea, pequena e perfeita, com um chorinho forte que encheu o quarto. Odin uivou de alegria dentro de mim, uma onda de orgulho e amor me inundando.

— É uma loba! Nossa filhinha… Ela é linda, Gaia — disse, emocionado, limpando-a rapidamente com uma toalha próxima e colocando-a no peito de Gaia.

— Nossa pequena… — murmurou Gaia, exausta, mas sorrindo, beijando a cabecinha dela. Mas não havia tempo para pausas. Outra contração veio, e Gaia gemeu.

— O próximo… Está vindo! — avisou ela.

— Você está indo ótimo, amor. Mais um empurrão! — encorajei, voltando a posicionar as mãos.

Com um grito final, o segundo filhote veio ao mundo — um macho, forte e chorando alto. Odin dançou de felicidade na minha mente, rosnando de puro êxtase. Eu o limpei e o entreguei a Gaia, que agora segurava nossos dois filhotes nos braços.

— Um menino! Temos um casal perfeito… Odin está uivando de alegria aqui dentro. Eu te amo tanto, Gaia. Vocês são tudo para mim — declarei, lágrimas nos olhos, inclinando-me para beijá-la na testa.

— Eles são lindos… Como você, meu alfa — respondeu ela, fraca, mas radiante. O quarto se encheu de uma paz profunda, Odin estava finalmente calmo e satisfeito, enquanto eu admirava nossa família completa. A Deusa Lua nos abençoara mais uma vez.

ÚLTIMO CAPÍTULO: CENTO E CINQUENTA E CINCO: NOSSOS FILHOTES. 1

POV GAIA.

ÚLTIMO CAPÍTULO: CENTO E CINQUENTA E CINCO: NOSSOS FILHOTES. 2

Belle e Octávio também apareceram, minha amiga, agora estava completamente rendida ao seu companheiro. Ela riu ao ver os filhotes, dizendo que já estava planejando ensinar magia para seus afilhados quando crescessem. Octávio, prometeu treinar Luan e Aurora para serem lobos fortes e leais.

ÚLTIMO CAPÍTULO: CENTO E CINQUENTA E CINCO: NOSSOS FILHOTES. 3

Uma noite, enquanto eu amamentava Aurora na varanda e Luan dormia no berço no quarto, Caspian, sentou se comigo na varanda, sob o céu estrelado. A lua cheia brilhava acima de nós, Minerva, Malvina estavam tranquilas e felizes, assim como sentia que Odin estava em paz, pois sentiam a harmonia da nossa família.

— Sabe, Caspian, tudo o que passamos… valeu a pena para chegar aqui — falei, apoiando a cabeça no seu ombro.

— Cada segundo, amor. Eu faria tudo de novo, só para ter você e nossos filhotes comigo — respondeu, me beijando suavemente.

— Até enfrentar minha teimosia? — brinquei, rindo.

— Principalmente isso — retrucou, rindo também. — Você é minha companheira, minha loba, minha esposa. E agora, a mãe dos meus filhotes. Não há nada que eu não faria por você. — Declarou. Caspian, me olhou com aqueles olhos que sempre me prendiam, e sussurrei:

— Eu te amo, meu alfa ogro. — Afirmei.

— Eu te amo, minha bruxinha teimosa — respondeu, puxando-me para um abraço cuidadoso, enquanto Aurora resmungava feliz entre nós.

Sob a luz da lua, com nossa família completa e a alcateia prosperando, eu sabia havermos encontrado nosso final feliz. Odin e Minerva uivaram em nossas mentes, satisfeitos, e eu senti que, pela primeira vez, estávamos exatamente onde deveríamos estar, juntos.

FIM!

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