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Nunca serei tuya romance Capítulo 172

Ponto de vista da Kaylee

Ela dá um passo para trás comigo quando ouvimos ele se aproximando da porta. Ela começa a andar lentamente comigo, descendo mais pelo corredor. Minha adrenalina corre pelo corpo, fazendo minhas pernas se mexerem. Sinto fraqueza, mas consigo movê-las quando ouvimos ele parar perto da porta.

-O que vocês estão fazendo?- ouço a voz dele retumbando para ela, e Liana me puxa devagar com ela.

-Estou a caminho de ver um paciente, é urgente, então com licença,- ela responde, e ouço ele resmungar algo antes dos passos se afastarem da porta.

A porta se abre devagar quando ela passa por ela e vai direto até onde estamos. Ela segura meu outro braço e começamos a andar rápido pelo corredor, em direção a uma porta dos fundos.

-Não temos muito tempo,- a mulher diz quando chegamos na porta, e ela a abre com um cartão antes de olhar para fora. Vejo ela farejando o ar por um momento antes de me puxar para fora com ela.

-Deixei uma bolsa atrás do galpão, já planejei o caminho para a gente pegar,- Liana diz enquanto contornamos o prédio e seguimos para o que parece ser um pequeno galpão. Não entendo o que Liana quer dizer e tento lembrar o que aconteceu.

-Aqui, segura a bolsa por enquanto, precisamos ir para a fronteira. Os guardas vão trocar de turno agora e se deslocar para o outro lado, esse caminho da fronteira vai ficar livre por pouco tempo e essa é nossa melhor chance de tirar você daqui,- Liana fala, soltando meu braço antes de pegar uma bolsa do chão. Ela a coloca nas costas e volta para onde estamos.

-Não entendo isso,- digo baixinho, sentindo minha cabeça começar a doer, e coloco a mão na testa.

-É normal se sentir desorientada e ter dor de cabeça, tenho certeza que sua memória do que aconteceu vai voltar com o tempo. Não force,- a mulher diz enquanto começamos a andar rápido pela floresta atrás do galpão.

-Temos que ir mais rápido, você consegue correr?- Liana me pergunta enquanto me puxa com mais força. Tenho dificuldade de acompanhar o ritmo delas e preciso focar só na respiração e em fazer minhas pernas seguirem.

-Estou surpresa que ela consegue acompanhar, não deveria ser possível. Aposto que seu pai não era um ômega de baixa patente, com a força que você está mostrando sem seu lobo, eu diria que ele é de uma patente mais alta,- a mulher comenta, mas não consigo focar nisso. Minha cabeça dói ainda mais tentando juntar as peças.

-Você acha que ele era?- ouço Liana dizer, chocada, quando de repente elas param e começam a escutar atentamente. Eu não escuto nada.

-Eles estão vindo! Você tem que correr enquanto eu tento distraí-los,- a mulher diz antes de soltar meu braço.

-Corre, espero que consiga fugir,- ela fala enquanto rasga as roupas, muda de forma e sai correndo em uma direção.

-Vamos, temos que acelerar,- Liana diz, agora até eu escuto passos correndo. Ela puxa meu braço e, quando consigo fazer minhas pernas acompanharem, começamos a correr.

Não demora muito até ela segurar meu braço e me parar. Me viro para ela, me perguntando por que paramos, quando ela tira a bolsa das costas e me entrega.

-Coloquei umas roupas na bolsa e todo o dinheiro que juntei. Pegue e recomece em outro lugar,- ela diz, me entregando a bolsa. Não sei por que nunca passou pela minha cabeça que ela iria me deixar. Ela segura a bolsa para mim e eu só a encaro.

-Não posso ir com você, queria poder, mas meu lugar é aqui,- ela fala, colocando a bolsa nas minhas costas, dando a volta e parando na minha frente.

Ela segura minhas mãos nas dela e me olha com lágrimas nos olhos.

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