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Nosso Filho, Meu Segredo: O Contrato Proibido romance Capítulo 285

A paz no quarto era tão densa e doce que parecia um elemento físico, envolvendo Ian e Olívia como um casulo acolhedor. O ar ainda carregava o aroma do sexo e da verdade, mas agora temperado pelo brilho suave do sol da tarde que entrava pela janela. Olívia, ainda meio deitada sobre o peito dele, ergueu a mão esquerda, deixando a luz dançar nas facetas do solitário anel.

Ela riu, um som leve e maravilhado.

— Você já me deu dois desses, sabia?

Ian sorriu, seus dedos traçando círculos nas costas dela.

— Esse é o terceiro. E o único que importa. Os outros foram ficção. Este… — Ele puxou a mão dela e beijou o anel. — Este não tem nenhuma mancha por trás. Nenhum acordo, nenhuma jogada. Só você e eu.

Olívia se acomodou melhor, sua cabeça no ombro dele.

— E o casamento. Ian, podemos fazer exatamente como a gente quiser. Sem pressão da mídia, sem exigências de império, sem… — Ela fez uma pausa, a felicidade quase a sufocando. — Pela primeira vez na minha vida, vou poder sonhar com um casamento de verdade. Só nosso.

Ele riu, sentindo a empolgação dela vibrar contra seu corpo.

— Pode fazer o que quiser. Nos jardins, na praia, no topo de um prédio… Só me avisa a hora e o lugar.

Ela se ergueu, apoiada nos cotovelos, seus olhos brilhando.

— Nos jardins. Ao pôr do sol. Com apenas as pessoas que realmente importam. — Ela o agarrou então, em um abraço forte que fez ele suspirar de satisfação, antes de sua boca encontrar a dele em um beijo que rapidamente se aprofundou, cheio da promessa do futuro que agora tinham permissão para desejar.

Ian sorriu contra seus lábios.

— Pelo visto — ele murmurou, suas mãos descendo por sua coluna, — eu vou aproveitar muito essa gravidez.

Olívia respondeu com outro beijo, mais lento, mais provocativo. Então, deslizou da cama e o puxou pela mão.

— Vem — ela ordenou, um brilho travesso em seus olhos. — Sei como fazer algo que não exige muito esforço da sua parte… mas garanto que vai valer a pena.

Ian gargalhou, um som livre e genuíno, e se deixou ser guiado, sua bengala esquecida mais uma vez. Ele a seguiu até o banheiro espaçoso, onde a banheira de mármore já parecia um convite.

Enquanto isso, no andar de baixo, a mini-festa seguia seu curso tranquilo. Léo, agora com um pouco de açúcar no sistema, corria em círculos ao redor de Matheus, mostrando sua arma de brinquedo e explicando táticas de "proteção" inventadas na hora. Carla observava a cena com um sorriso, mas seus olhos se desviavam frequentemente para a escadaria. Matheus, por sua vez, mantinha uma vigilância relaxada, seu olhar também voltando para o vão da escada a cada poucos minutos.

Cerca de meia hora depois, passos foram ouvidos. Olívia e Ian desceram, suas roupas rearrumadas, mas transportando uma aura palpável de intimidade recente. O cabelo de Olívia, antes preso, caía em ondas soltas e levemente úmidas sobre seus ombros.

Carla arqueou uma sobrancelha ao vê-los, um sorriso sarcástico tocando seus lábios.

— Sério, gente? — ela disse, cruzando os braços. — Não podiam esperar?

Olívia parou, confusa.

— Esperar o quê?

Carla revirou os olhos, apontando para a cabeça da amiga.

— O cabelo, Olívia. Está molhado. Dá pra saber a milhas de distância o que vocês foram fazer.

Um rubor intenso subiu do pescoço de Olívia até suas bochechas. Ian, ao seu lado, apenas sorriu, abraçando-a pelos ombros.

— É bom estar em casa — ele declarou, sem nenhum traço de vergonha.

Matheus, próximo à lareira, tentou disfarçar um sorriso virando-se para examinar um livro falso na estante, seus ombros tremendo levemente.

Olívia, decidindo ignorar a provocação, sacudiu a cabeça e se dirigiu ao filho.

— Léo, meu amor, acho que já podemos cortar aquele bolo maravilhoso, não é?

A reunião ao redor da mesa do bolo foi repleta de risadas fáceis e conversas leves. Mas por baixo da superfície, havia uma corrente de intensidade. Ian não tirava os olhos de Olívia, seu olhar carregado de um amor tão profundo e grato que era quase tangível. Ela, por sua vez, sorria de uma forma que iluminava todo o seu rosto, suas mãos tocando o anel ou descansando, instintivamente, sobre o ventre ainda plano.

— Você realmente não consegue segurar seu pau, não é? — Matheus murmurou, baixinho.

Ian riu, um som de pura satisfação.

— E algo me diz que você também não vai segurar o seu por muito tempo — ele retrucou, seu olhar desviando-se significativamente para Carla. — Aqueles dias de folga que você me pediu? Pode tirar. Mas precisa estar de volta antes do casamento. — Ele fez uma pausa, um sorriso amplo em seu rosto. — Aliás, é meu padrinho. Não tem escolha.

Matheus acenou, uma onda de emoção genuína passando por seu rosto normalmente impassível. — É uma honra.

O restante da tarde foi uma bolha de felicidade descomplicada. Riam, planejavam, Léo fazia mil perguntas sobre o "bichinho". Quando o cansaço começou a bater em Ian, ele e Olívia se retiraram para o sofá, observando o pequeno grupo que se tornara sua família.

Enquanto Carla recolhia os pratos, Matheus se aproximou dela na cozinha. O barulho da água na pia abafava o som do salão.

Ele tocou seu braço levemente. Ela se virou, um questionamento em seus olhos.

— Você tem algum tempo para mim? — Matheus perguntou, sua voz mais suave do que ela jamais ouvira.

Carla franziu a testa.

— O que você está falando?

Ele se inclinou, seus lábios a um centímetro de seu ouvido, seu hálito quente contra sua pele.

— Agora — ele sussurrou, as palavras carregadas de uma promessa densa e eletrizante, — é a parte da nossa história. E será inesquecível. — Ele fez uma pausa, deixando as palavras pairaram. — Mas te garanto que teremos alguns momentos… que você sequer lembrará seu nome.

Um calafrio percorreu a espinha de Carla. Não era uma ameaça. Era uma promessa. Uma declaração de guerra contra todos os fantasmas e medos que os separavam. Ela virou a cabeça, seus lábios quase tocando os dele. Seus olhos se encontraram, e neles havia um acordo silencioso, uma rendição antecipada ao furacão que era Matheus.

No salão, Olívia riu de algo que Léo disse, sua mão entrelaçada com a de Ian. O sol se punha do lado de fora, pintando o céu de laranja e roxo, iluminando o rosto daqueles que, depois de tanto inverno, finalmente saboreavam o primeiro, doce e promissor, dia da primavera.

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