Ele havia emagrecido bastante, e sua estrutura óssea, já marcante, estava ainda mais imponente. O osso da sobrancelha proeminente lançava uma leve sombra sob os olhos, e os cílios eram longos e delicados. Ela sabia desde pequena que Gregório era bonito.
A beleza dele não era comum; era uma delicadeza com características muito pessoais, inesquecível à primeira vista.
Caso contrário, ela não teria pensado nele por tantos anos.
Naquele momento, ela não pôde evitar ficar hipnotizada ao olhá-lo.
Por pouco, por muito pouco.
A pessoa chamada Gregório teria desaparecido deste mundo.
Isso lhe causou uma sensação de irrealidade, sem ter certeza se o homem à sua frente era real ou não.
Celeste levantou a mão inconscientemente. Os dedos dela tocaram o queixo dele: estava quente, era real.
Ela soltou um suspiro de alívio silencioso.
Quando estava prestes a recolher a mão, o homem que parecia estar em um sono profundo de repente abriu os olhos. Não havia o menor sinal de sonolência naqueles olhos; estavam tão claros como se ele nunca tivesse dormido.
Ele segurou a mão que ela ia recolher, encostou a testa na dela e esfregou levemente o nariz no dela.
— Por que você está me tocando escondido?
— Queria ver se você ainda estava vivo, se estava respirando. — Celeste tentou se virar de costas para ele.
Mas ele a segurou pelos ombros e, com facilidade, virou-se e ficou por cima dela.
— Então tenta de novo agora. — Ele baixou os olhos, percorreu todo o rosto dela com o olhar e parou nos lábios dela. Depois inclinou a cabeça. — Vê se a minha respiração está estável.
— Gregório. — Celeste não tinha para onde fugir.
O homem prendeu as mãos dela centímetro por centímetro. Seus lábios finos quase tocavam os dela, apenas roçando levemente e dando pequenos beijos.
— Hum, o que foi?
As costas de Celeste ficaram tensas.
— Saia de cima, não faça besteira, vá dormir.
— Não foi você quem me acordou? — Ele levantou os cílios para olhar nos olhos dela. Uma de suas mãos pousou no topo da cabeça dela, impedindo-a de virar o rosto e evitar seu olhar. — Esposa, você não pode ser tão mandona.
— Você...
Antes que ela terminasse de falar.
Gregório abaixou a cabeça e seus lábios finos bloquearam as palavras de recusa dela. Ele aproveitou a brecha para invadir suas defesas, bagunçando o ritmo da respiração dela.
— Gre... — Celeste tentou mordê-lo, mas ele desviou com agilidade e, em seguida, prendeu as duas mãos dela com mais força no colchão macio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....