Gregório ergueu a mão instintivamente.
Mas não conseguiu segurá-la.
A porta se fechou.
Ele ficou deitado em silêncio, mas sua expressão foi esfriando pouco a pouco após a partida de Celeste. Ele olhou ao redor do quarto de hospital. Não tinha nenhuma lembrança dali, tudo parecia estranho, mas percebeu que, no fundo, sentia repulsa por aquele lugar.
Era uma aversão instintiva.
Não gostava daquele ambiente, e muito menos do cheiro de desinfetante, que quase o fazia querer vomitar.
No ar, o leve aroma cítrico que pertencia a Celeste também parecia estar se dissipando.
Isso fez com que uma inquietação vazia crescesse sem motivo em seu coração árido e em branco. Desde a primeira vez que viu Celeste, ele soube que ela devia ser muito importante para ele.
Ele não conseguia se lembrar de nada.
Mas, depois de vê-la, seu coração e seu sangue estavam fervendo.
Ele queria se aproximar dela.
Era o seu instinto.
Mas ela...
Parecia não gostar muito dele.
Gregório se encostou no travesseiro, encolhendo os dedos, como se assim pudesse segurar o calor residual que ela havia deixado na palma de sua mão.
-
Celeste voltou para o quarto, tomou um banho e imediatamente ligou o computador para pesquisar a literatura relevante.
Ela não sabia exatamente o que havia causado o TEPT de Gregório. Fosse o que fosse, ele estava doente e precisava ser tratado. A amnésia prolongada não era uma situação boa.
Não se sabe quanto tempo se passou.
Ouviu-se uma batida na porta.
Celeste olhou a hora, já passava das dez.
Ela se levantou para abrir a porta.
No entanto, no instante em que a abriu, uma sombra escura recaiu sobre ela, trazendo um forte cheiro de desinfetante. O homem ainda usava roupas de hospital. Ele estava muito fraco. Ficou mais de dez dias em coma se alimentando só por soro, então sair da cama e caminhar exigia uma recuperação gradual.
Especialmente porque seus problemas de visão ainda não haviam se recuperado.
Naquele momento.
Ela não sabia como ele havia conseguido chegar até ali.
Tendo esgotado todas as suas forças, ele apoiou o queixo na curva do ombro dela, com a voz um pouco rouca e abafada.
— Minha esposa, eu não quero ficar sozinho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....