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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 788

E sim, cria um competidor.

Apenas se Gregório morresse, o equilíbrio poderia ser restaurado.

Sobre esse assunto.

Na Família Souza, apenas Alexandre sabia.

E agora...

— Quando você descobriu? — Alexandre perguntou, com um semblante pesado.

Gregório sentou-se no sofá, as feições relaxadas:

— Provavelmente no segundo dia do sequestro.

Ele soube desde o início que não havia sido um acidente.

Tinha sido planejado.

Era o seu próprio pai biológico quem o queria morto.

Por isso, quando conseguiu fugir, gravemente ferido, e foi salvo por Celeste, não tinha muita vontade de viver.

Aquele foi um golpe devastador.

Mas Celeste tagarelava demais.

Nunca tinha visto uma garotinha tão faladeira.

Ela se sentava na beira da cama por qualquer motivo. Falava sobre todo tipo de coisa sem importância. Suas alegrias, tristezas, frustrações. Descarregava todos os seus sentimentos nele, contandolhe absolutamente tudo.

Ele a ignorava e dava as costas para ela.

Mas ela pegava o banquinho e dava a volta para continuar falando com ele.

Sem ligar para a rejeição.

Ela fazia questão que ele olhasse para ela enquanto a ouvia falar sem parar.

Quando se cansava do barulho dela, ele tinha que se levantar e tomar os remédios.

Ela era bem mesquinha. Se ele não tomasse o remédio, ela contava as pastilhas de leite com um olhar claro de relutância. Ela não queria dar a ele, mas cada vez que era forçada a compartilhar com aquela expressão dolorosa, ele achava divertido.

Ele a provocava de propósito só para vê-la sofrer.

O suspiro de Alexandre.

Trouxe Gregório de volta dos seus pensamentos.

Alexandre disse:

— Então você já sabia o tempo todo.

Ele abafou o assunto tão bem que até Fabrício Souza desconhecia que Alexandre estava ciente, achando que as coisas haviam se acalmado.

Ele pensou que tinha escondido a verdade muito bem.

Mas anos atrás, para manter a fachada da família intacta, Alexandre optou por apaziguar a situação, o que também foi um golpe contra Gregório.

— O que você planeja fazer? — Perguntou Alexandre.

Gregório se levantou:

Celeste chegou ao laboratório de pesquisa da Universidade Imperial.

Quando ela entrou, Winter já estava lá imprimindo documentos.

Ela era estagiária entre os alunos.

Participar desse projeto de pesquisa, mesmo sem fazer parte da equipe principal, era uma grande adição ao seu currículo.

— Irmã... — Winter a chamou, apreensiva ao vê-la.

Celeste não mudou de expressão, apenas fez um aceno de cabeça.

Mas Winter seguiu atrás dela, hesitando antes de falar:

— Me desculpe...

— Pelo quê? — Celeste virou-se, com um olhar límpido e afiado.

Winter mordeu o lábio com os olhos marejados:

— Sobre o Diretor Souza e eu... Você acha que eu fiz algo errado? Se estiver chateada comigo, eu entendo. Mas, por favor, não me ignore.

Celeste, pela primeira vez, olhou-a com atenção.

Em certos aspectos, ela precisava admitir: Winter era rápida em confessar os próprios erros, agindo como se fosse frágil. E não seria isso apenas uma maneira de recuar para poder avançar de novo?

Antes que Celeste pudesse responder.

Ouviu-se uma voz gélida da porta:

— Quer agir de forma desonesta e ainda exigir ser tratada como uma pessoa inocente?

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