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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 773

Foi Zélia Dantas a primeira a notar Celeste Lopes.

Calçada de saltos altos, virou-se e, depois de lançar um olhar a Vinicius Rocha, cumprimentou Celeste:

— Que coincidência, você mora aqui?

Celeste também não esperava encontrá-la.

— Não. Vim dar uma olhada num apartamento.

— Mansão do Casamento? — Zélia adivinhou e virou-se para Vinicius: — Diretor Rocha. Quanto tempo.

Ela conhecera Vinicius casualmente.

Portanto, podia-se dizer que se conheciam.

Vinicius respondeu:

— Senhorita Zélia.

Celeste não ficou surpresa com o fato de serem próximos. Eles faziam parte do mesmo meio social, onde todo mundo se conhecia de alguma forma. As pessoas de seu meio social tinham muitos canais para se encontrar e trocar cartões.

— Estão procurando a residência de casamento? — Zélia continuava curiosa sobre a situação.

Celeste estava em silêncio.

Vinicius respondeu por ela:

— Sim. Esse conjunto de edifícios é muito bom.

Zélia ergueu as sobrancelhas:

— Então o seu gosto bate bem com o do Gregório. Ele também me recomendou morar aqui. Acabei de comprar um ontem, no trigésimo terceiro andar. E vocês?

Gregório...

Celeste percebeu a familiaridade na voz de Zélia.

Aparentemente, conversaram alegremente e a relação entre os dois já estava mais íntima.

Celeste olhou para Vinicius.

E Vinicius respondeu:

— Trigésimo segundo andar.

Celeste:

— ...

Como era assim.

Mesmo que o apartamento fosse muito bom, ela não teria como escolhê-lo.

Afinal, Zélia moraria logo acima e era muito provável que Gregório Souza viesse com frequência. Com essa situação, seria um pouco bizarro demais.

Ela não gostava de situações assim inexplicáveis.

Gostava menos ainda de ver pessoas que não queria vez ou outra.

— Isso pode ficar um pouco constrangedor. — Zélia, que não tinha papas na língua, virouse para Celeste. — Morando um no andar de cima e outro no de baixo, nós iríamos nos encontrar o tempo todo. Para mim não tem problema, mas e quanto a você e ao Gregório?

Foi quando Celeste olhou para ela:

— O que existe entre mim e ele? Será que o nosso amor iria reaparecer do nada?

Zélia semicerrava os olhos.

O corretor os levou para dar uma volta no imóvel, que tinha cerca de quatrocentos metros quadrados de área, era gigantesco e todo mobilado.

A planta do imóvel, assim como a decoração, correspondiam exatamente ao gosto de Celeste.

Apenas que, ela não comentaria coisas desse tipo. Afinal, ela não ia se portar como uma verdadeira senhora da Família Rocha e aquilo era uma escolha que Vinicius deveria fazer sozinho.

— Gostou? — Vinicius perguntou.

— Nada mal. Contanto que você tenha gostado. — Celeste falou impensadamente.

Vinicius observou-a passeando pelo imóvel sem rumo, mais parecendo estar apenas para acompanhar do que ali escolhendo seu próprio apartamento.

Ele parou atrás dela por um instante:

— Fica bem perto da escola de Laura e também não está longe da melhor escola primária da Cidade Imperial. A escola secundária está a menos de cinco quilômetros de distância. O que você achou dessa facilidade?

Ao ouvir isso.

Os olhos de Celeste brilharam um pouco.

— É muito conveniente, então é bom de verdade. — Ela prestava atenção naquilo há muito tempo, porém antes sua capacidade era limitada, como poderia comprar um imóvel tão bem localizado.

Também sentia que a região das mansões ficava um pouco longe.

Sair não seria tão fácil quanto seria no centro da cidade.

Vendo que Celeste realmente estava interessada,

Vinicius sorriu em silêncio.

Ele virou a cabeça e encarou o corretor:

— Apresente as características do lugar, a estrutura e também os imóveis com esse tipo de estilo em outros edifícios ou outros bairros. Se for bom, poderemos assinar os papéis hoje mesmo.

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