Entrar Via

Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 766

Winter estremeceu.

Um traço de mágoa passou por seus grandes olhos escuros.

Claramente não esperava que Fagner falasse de maneira tão áspera.

Queria expulsá-la.

Ismael franziu a testa:

— Este filho rebelde.

Ele conhecia o temperamento de seu filho.

Não cedia nem por bem nem por mal, e era teimoso até o fim.

Fagner puxou Celeste e foi embora.

Valéria deu tapinhas rápidos no ombro de Ismael:

— Está tudo bem. Fagner ainda não me entende direito. Eu compreendo. Não fique com raiva, para não prejudicar sua saúde.

Os olhos de Ismael estavam repletos de emoções complexas:

— Já tem idade suficiente para não ser tão imaturo!

Winter forçou um sorriso:

— Pai, não fique bravo. Eu entendo o irmão e a irmã. Vou lá agora me desculpar adequadamente com ela. Não devia ter causado tanto alvoroço só por causa da minha alergia.

Ismael a viu ser sensata e ceder, e franziu a testa:

— Você não fez de propósito.

-

Celeste, naturalmente, percebeu que Fagner estava fazendo o possível para defendê-la.

Mas ela era do tipo que guardava rancor.

Não era algo que pudesse ser anulado em tão pouco tempo.

Até chegarem à sala de chá.

Fagner foi servir chá para Celeste:

— Esta mansão foi comprada quando o avô estava vivo. Naquela época, o velho sabia que havia falhado com a nossa mãe. Ele ficou gravemente doente por causa do seu desaparecimento. Durante aqueles anos, retirou-se completamente para os bastidores e viajou pelo país o ano todo, apenas para ter a menor esperança de encontrá-la. Antes de falecer, quando já nem estava lúcido, não parava de murmurar o seu nome.

Celeste não imaginava que houvesse tal história.

De repente, ela imaginou um velho, com o olhar perdido em um leito de hospital, ainda chamando por sua netinha.

De repente, uma forte amargura tomou conta do seu coração.

Embora não sentisse nada por Ismael.

Os dois anciãos da Família Vargas haviam se dedicado de corpo e alma a ela.

— Antigamente, a Mansão Vargas de Cidade Oceano era linda, cheia de flores e plantas no jardim, a maioria begônias e gardênias. Foram todas plantadas pela nossa mãe. Ela adorava flores. Mas desde que ela faleceu... — Fagner pousou a xícara de chá e seu semblante ficou desolado: — Aquelas flores e plantas, não sei desde quando, foram sendo arrancadas pouco a pouco. Hoje em dia, na Mansão Vargas de Cidade Oceano, só restam plantas verdes que não dão flores. Não sobrou nenhum traço daquilo.

Ele era muito jovem naquela época.

Depois de se sentar, lembrou-se de repente de algo.

— Você está sabendo das coisas sobre Gregório Souza?

Celeste tomou um gole de chá:

— Que coisas? Os encontros arranjados?

— Você já sabia?

— Sim, a avó Souza me chamou e pediu para eu dar conselhos a Gregório sobre sua futura nova esposa. — Celeste falou com bastante calma.

Fagner, porém, enfureceu-se e bateu na mesa, xingando:

— Aquela velha bruxa! Fez isso de propósito para te perturbar?

Celeste, a pessoa envolvida, permaneceu imperturbável:

— Não tem importância. Os encontros dele são um procedimento normal. O seu novo casamento com certeza vai causar um alvoroço na cidade inteira. Eu ia ficar sabendo mais cedo ou mais tarde. Isso não me diz mais respeito.

Enquanto isso, do lado de fora da porta.

Winter acabava de chegar à porta.

E coincidentemente ouviu sobre esse assunto.

Seus passos pararam.

Gregório Souza... tinha uma candidata para aliança de casamento?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo