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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 762

Zélia o observou em silêncio por um instante.

— Ainda tem sentimentos por Celeste? — Ela perguntou em resposta.

E apenas então Gregório falou com indiferença.

— Pense o que quiser.

Ele foi tão vago a ponto de não apresentar sequer uma justificativa, aceitando as palavras dela quase como uma confissão.

Zélia nunca tinha sido rejeitada antes.

Porém, naquele momento, em vez de apenas raiva, sentiu uma estranha palpitação. Com uma atitude despreocupada e indo direto ao ponto, ela declarou: — Eu não me importo se Celeste ainda ocupa um espaço no seu coração. Se for o caso, eu mesma vou fazer com que ele esqueça ela. Não vai ser nada difícil.

Gregório, contudo, não demonstrou a menor intenção de revelar qualquer emoção.

Com o olhar abaixado para o isqueiro em suas mãos.

Sem saber no que pensava.

-

Celeste já tinha concluído suas tarefas do dia.

Decidiu passear pelo shopping e comprou um bolo pequeno de flor de osmanthus, se sentindo razoavelmente animada.

Quanto ao assunto entre Gregório e Zélia, ela tinha a intuição de que iria dar certo.

Afinal, o status de Zélia estava de fato à altura de Gregório.

Um casamento genuíno entre duas famílias de renome.

Além do mais, o rosto de Zélia era de uma beleza irresistível aos homens: linda, orgulhosa e dona de uma personalidade marcante, absolutamente sem defeitos. Sem dúvida, Gregório ficaria muito satisfeito.

Embora Celeste tenha se sentido ofendida pela avó pedir que ela conhecesse Zélia.

Pelo menos ela tinha conseguido se livrar daquela situação com sucesso.

O plano inicial dela era passar um tempo com Laura.

Mas no caminho, Vitória Barbosa a chamou.

Com a mudança súbita de status, ela hesitou um pouco antes de tomar fôlego e atender a ligação.

— Diretora Barbosa?

Diante do ocorrido com Valéria Martins, ela não podia agir como se nada tivesse acontecido.

— Eu entendo que transferir o imóvel não a obriga a reconhecê-lo. É que uma garota como você precisa ter um porto seguro, e eu não quero que se sinta em dívida com a vovó. Faço isso pelo carinho de mãe, e mesmo que você não o reconheça pelo resto da vida, está tudo bem.

Vitória havia exposto todos os seus argumentos até aquele ponto.

Celeste ficou sem palavras.

Afinal, Vitória a amparou e demonstrou afeto incondicional desde o primeiro dia.

Ela soltou um suspiro: — Eu posso dar uma olhada.

Vitória concordou entusiasticamente, visivelmente contente.

Celeste olhou para o bolo de flor de osmanthus em suas mãos e então entrou no carro mais uma vez.

Como já tinha estado lá antes, ela já conhecia bem o caminho.

Normalmente, táxis não podiam entrar, mas, por terem sido avisados, os portões se abriram em todos os postos de controle até que chegaram ao destino.

— Dra. Lopes! Irmã!

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