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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 748

— Vinicius! Você sabe o que está fazendo?! — gritou Celeste, em pânico.

Vinicius não tinha mais um pingo de razão nos olhos.

Ele apertou firmemente o braço de Celeste, sem lhe dar chance de fuga, indo com força avassaladora em direção aos lábios dela, sufocando qualquer espaço.

Celeste, enfurecida, decidiu ir até o fim: ergueu a outra mão e deu um tapa no rosto de Vinicius, fazendo com que ele virasse o rosto para o lado.

No mesmo instante.

A luz do quarto se apagou subitamente.

Ficou uma escuridão tão profunda que não se via a própria mão.

Restou apenas a imensidão da noite do lado de fora da janela.

O navio começou a balançar, tornando quase impossível ficar de pé.

Celeste aproveitou a chance para empurrar Vinicius com força.

Vinicius recuou alguns passos, cambaleou e bateu com a lombar na beirada da mesa.

Ele teve um breve instante de lucidez.

O corpo ainda clamava, mas a razão fez sua expressão fechar na mesma hora. Ele não conseguia enxergar Celeste, mas ouviu a voz dela: — Não se mexa, você não está bem, vou usar acupuntura para cuidar disso.

Celeste soltou um suspiro de alívio no escuro.

Ela não entendia como um navio de cruzeiro daquele tamanho podia sofrer um apagão, já que deveria haver um sistema elétrico de emergência.

Além disso, o navio estava balançando; algo deveria ter dado errado no controle central. Naquela situação, muito menos ter intimidades, já era difícil até sentar ou ficar em pé com firmeza.

Vinicius finalmente percebeu o que havia feito.

O rosto dele escureceu.

Gritos de espanto surgiram lá fora.

Todos ficaram assustados com a situação repentina.

Muitas pessoas começaram a gritar de medo.

Alguém bateu na porta: — Desculpe, houve um problema técnico, precisaremos atracar.

— Meu corpo não está normal, eu não consigo me controlar, Celeste, não me culpe. — disse Vinicius, fechando os olhos e rangendo os dentes, enquanto Celeste pegava imediatamente o celular e ligava a lanterna.

Winter não se cansou de bater na porta.

Girou a maçaneta, mas não conseguiu abri-la.

Foi o que Gregório viu ao chegar ao local.

Ele lançou um olhar, com as pupilas mais escuras que a própria noite.

Gilberto Gaspar também chegou ofegante e, ao ver as manchas de sangue no braço de Gregório, levou um susto: — O que aconteceu com o Diretor Souza?

— Não foi nada — respondeu Gregório, agindo como se não fosse nada demais.

— Pare de bater, Vinicius e a Sra. Lopes já desceram do navio com antecedência — disse Gilberto, assentindo antes de virar para Winter.

— Quando? — Winter obviamente pareceu surpresa.

Gregório também olhou para ele.

— Não faz muito tempo. Os dois beberam um pouco mais hoje e o clima também estava ótimo; é um dia de alegria, né? Eles não deviam querer tantas pessoas interrompendo uma noite tão maravilhosa, eu acho que... — explicou Gilberto, rindo, com um tom um pouco provocador:

— Foram procurar um cantinho só deles para aproveitar!

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