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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 736

As palavras do avô deixaram Celeste com um nó na garganta.

Ela deveria deixá-lo aproveitar a velhice em paz, mas, infelizmente, ele continuava se preocupando com ela, angustiado dia e noite.

Mas...

Ela queria dizer algo.

O avô havia se enganado. Ela e Gregório já tinham terminado há muito tempo, e o fim havia sido doloroso e amargo.

— Sim, sua preocupação não é infundada. — Gregório, no entanto, concordou.

— Tudo pode ser uma ilusão. Eu também não posso garantir cem por cento que ela estará sã e salva o tempo todo. — disse ele lentamente, com o olhar baixo.

O coração de Celeste deu um salto estranho. Ela franziu a testa, olhando para ele.

Por um momento, sentiu que ele estava realmente pensando naquilo com seriedade.

— Cele, ter o apoio de uma família poderosa não é nada ruim. Aceitálos ou não é outra questão, mas ao menos deixeos saber a verdade. Dessa forma, mesmo que movidos pelo sentimento de culpa, eles poderão ser o seu sustento para toda a vida.

— disse Otávio, segurando a mão de Celeste.

Celeste sabia que o avô estava pensando no futuro.

E compreendia as suas boas intenções.

— Eu sei. Fique tranquilo, não sairei perdendo. — Ela concordou com a cabeça naquele momento, embora não quisesse ter contato com a família biológica.

Otávio estava cansado.

Seu olhar gradualmente se tornou vago e distante novamente, até que ele se deitou devagar.

Contendo as emoções, Celeste saiu do quarto em silêncio.

— Não há necessidade de se menosprezar. — Gregório virou-se para ela.

— As palavras e os pensamentos podem ser duas coisas diferentes. Você pode não os aceitar no fundo do coração, mas isso não significa que não possa usar a Família Vargas a seu favor. Muitas pessoas no mundo enfrentam dificuldades maiores, e nem sempre é preciso que as ações correspondam aos sentimentos. — Ele olhava para frente, com um tom muito frio.

— E você? — Celeste virou-se para ele.

— O que tem eu?

— Você viu a Dulce Alves acabar daquele jeito com os próprios olhos. Por fora, você parece não se importar, mas por dentro, sente tristeza e arrependimento?

— Você é muito boa em ir direto ao ponto. — Gregório ficou em silêncio por um momento antes de responder.

— O que você acha que eu deveria sentir? — Ele ergueu ligeiramente o queixo, lançando um olhar para a expressão curiosa dela.

— Como eu vou saber? Não somos tão íntimos assim. — Celeste continuou caminhando.

Eles pularam a fase do namoro, pularam o conhecimento mútuo, pularam tudo e foram direto para o casamento. Depois de casados, viveram em países diferentes, separados. Em seguida, uma terceira pessoa se meteu entre eles. O começo dos dois já havia sido um erro.

— Você está livre? Aceitaria me acompanhar no leilão do terreno do Distrito Leste? — Naquele dia, ela recebeu uma ligação de Vinicius Rocha.

Celeste lembrou-se de que Gregório e a Família Souza queriam usar aquele terreno para ganhar vantagem.

O fato de Vinicius convidá-la para ir ao local naquele momento...

Ela não sabia como a situação se desenrolaria. Vinicius parecia não ter a intenção de esconder como lidaria com aquilo na frente dela.

— Tudo bem. — Celeste pensou um pouco.

Independentemente de Vinicius desistir ou não, era uma escolha dele.

Nos últimos dois dias, Celeste não tinha visto Gregório. Ela havia prometido visitá-lo diariamente para cuidar de seus ferimentos e ajudá-lo a se recuperar mais rápido, mas ele sumiu sem deixar rastros e ela não sabia onde ele estava.

Como não conseguiu entrar em contato, ela decidiu não insistir.

Como Juliana Rocha estava de folga no fim de semana, foi direto fazer companhia a Laura, deixando Celeste mais tranquila para ir ao evento.

Ao chegarem ao local do leilão.

Assim que Celeste saiu do carro.

Deu de cara com Gregório, que conversava com algumas pessoas.

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