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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 725

— Você não precisa disfarçar a sua frieza com palavras tão bonitas. Independentemente de ele querer ou não, isso não é motivo para você me usar como moeda de troca — disse Celeste, recuando instintivamente e franzindo a testa ao ver que ele se aproximava.

Além disso.

Ela não achava que Vinicius tivesse a obrigação de aceitar aquele tipo de chantagem. Além do mais, os negócios não eram decididos apenas por ele; abrir mão de um terreno daquele tamanho de uma hora para outra não seria nada fácil.

A julgar por aquela atitude de Celeste.

Parecia que ela estava defendendo Vinicius, já inventando desculpas para ele antecipadamente.

— Se a tal sinceridade de vocês não supera os interesses imediatos, Celeste, então você sempre será apenas a segunda opção para ele. Isso significa que há inúmeras chances de você ser descartada quando ele pesar os prós e os contras — disse Gregório Souza, afastando-se também lentamente com um brilho obscuro no olhar.

— O que acontece comigo é da sua conta?

Celeste retrucou.

Não havia nenhuma paz verdadeira na convivência entre os dois, e cada palavra que trocavam parecia ser dita para atingir o ponto fraco do outro.

— Não, não é — respondeu Gregório Souza, observando-a em silêncio por um instante.

Com o humor péssimo, Celeste simplesmente se levantou. Sabendo que não conseguiria impedir a família Souza de tirar proveito daquela situação, era impossível que se sentisse bem.

— Nem todas as pessoas são frias e desprovidas de sentimento, igual a você. Ao usar esse método para se beneficiar, você acabou envolvendo e manipular os sentimentos verdadeiros das outras pessoas para ganhar vantagem — disse ela, respirando fundo e olhando mais uma vez para o braço já enfaixado de Gregório Souza, assim como para a perna engessada.

— Sobre a sua perna e os seus machucados, já que prometi ser a sua fisioterapeuta, virei regularmente para preparar os seus remédios e ajudar no tratamento. Eu não vou ficar te devendo essa.

Após dizer isso, Celeste virou as costas sem hesitar e saiu.

Ela não demonstrava o menor sinal de apego àquele que um dia fora o seu lar.

Mesmo que já fosse tarde da noite.

— Peça ao motorista para levá-la — disse Gregório Souza por fim, em um tom suave, continuando sentado na cadeira de rodas enquanto o seu olhar acompanhava a silhueta de Celeste que se afastava.

Dona Glenda, que escutava tudo ali perto, já estava tremendo de medo.

Ao ouvir a ordem, ela assentiu imediatamente e se apressou em sair daquele campo de batalha.

Ele pegou o contrato de divórcio, segurou-o apenas entre dois dedos sem demonstrar nenhuma emoção, rasgou todo o papel em pequenos pedaços e jogou tudo na lixeira.

-

Celeste não recusou o carro providenciado por Gregório Souza.

Afinal, quando chegou, também estava sem veículo.

Ela pediu que o motorista a levasse de volta ao hospital.

Durante o trajeto, a sua mente estava cheia de pensamentos.

Pensava em como Gregório Souza queria "vendê-la".

Lembrou-se daquele incidente no cruzeiro, anos atrás, quando ela e Gregório Souza acabaram envolvidos por um capricho do destino. No dia seguinte, os boatos espalharam-se de forma avassaladora, chegando até a sua universidade como fofocas sobre a sua vida amorosa, enquanto os jornalistas começavam a publicar reportagens escandalosas sem citar nomes diretamente.

A família Souza foi "forçada" a se pronunciar e a admitir que eles já estavam "namorando" há tempos, o que levou a velha senhora a tomar a decisão final de casá-los para acalmar a situação.

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