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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 712

E com isso.

Ele olhou para Alexandre, que até então permanecera em silêncio.

— O que vocês sugerem? — Alexandre continuou segurando firmemente a bengala, mantendo a expressão de sempre.

— Destituição. Com um problema dessa magnitude, o Gregório já não tem condições de assumir um cargo tão importante. Ele deve repassar todos os projetos em suas mãos. Isso servirá como uma satisfação para toda a empresa e fará calar a boca de todos.

— Seu tio aqui não se importa de limpar essa bagunça para você. Você ainda é jovem, tire um tempo para ganhar mais experiência. — Leonardo sugeriu, balançando a cabeça em um suspiro simulado, e acrescentou.

A maioria concordou com essa proposta.

Ouvindo tudo aquilo de perto, Celeste sentiu um frio na barriga.

Os resultados conquistados por Gregório ao longo dos anos eram evidentes, mas no instante em que ocorreu o vazamento, todos que estavam nas sombras mostraram as garras imediatamente, ansiosos por derrubá-lo. Ele estava cercado de ameaças por todos os lados.

Até mesmo Adolfo exibia um sorriso de quem já tinha a vitória garantida.

Mas ele, por outro lado, nem sequer piscava.

Continuava segurando aquele potinho de iogurte, algo que não combinava em nada com ele.

— Você não tem nada a dizer? — Alexandre deu uma risada fria e encarou Gregório.

— Já terminaram de falar? — Gregório ergueu o olhar.

Essa atitude dele.

— Pequeno Diretor Souza, que atitude é essa? — Imediatamente fez com que aqueles que já nutriam rancores passados batessem na mesa e se levantassem.

— Irmão, não é tão difícil admitir um erro. Senão, todos os seus anos de esforço vão pelo ralo, não é mesmo? — Adolfo deliciou-se com a desgraça do irmão.

O prazer sádico na queda do outro estava nítido em seus olhos.

De repente.

Gregório olhou para ele.

Ao ser fuzilado por aqueles olhos profundos, Adolfo sentiu o coração dar um salto violento, sem motivo aparente.

No segundo seguinte.

— Como vocês já terminaram, agora quem vai falar sou eu. — Ouviu Gregório declarar.

— Pode entrar. — Ele olhou para a porta.

Celeste acompanhou o olhar dele.

Mas agora.

Vê-la aparecer ali num estado tão terrível...

— Desgraçado! Você e a sua mãe são demônios! Queriam me mandar para o Sudeste Asiático, e ainda tiraram à força o bebê que estava na minha barriga... e a criança era sua! Você, a sua mãe e todos da sua casa merecem ir para o inferno! — Dulce já havia colapsado emocionalmente havia muito tempo. Assim que botou os olhos em Adolfo, pareceu enlouquecer de vez, tentando avançar na direção dele.

— Cale essa boca!

O rosto de Adolfo empalideceu e ele foi apressadamente tentar silenciar Dulce.

Mas Alexandre apertou os olhos e ordenou que segurassem Adolfo.

Dulce estava enlouquecendo com todos os tormentos. Aquela Wanda sequer parecia humana; o grau de sua crueldade ainda lhe causava calafrios.

Se não tivesse procurado Adolfo, talvez ainda houvesse uma chance de sobreviver, de tentar adiar as coisas, ou ao menos não estaria sendo alvo daquelas terríveis torturas físicas e psicológicas.

E agora...

Ela nunca experimentara uma dor como essa!

— Vocês foram feitos de idiotas! Foi esse imundo do Adolfo! Foi ele quem me forçou a roubar os arquivos confidenciais! Ele vazou os dados para incriminar os outros. Eu tenho gravações. Eu quero que ele tenha uma morte miserável! Ele e a Wanda têm que pagar caro! — Dulce apontou o dedo na cara de Adolfo. Após sofrer tamanho castigo nas mãos da mãe e do filho, seu olhar refletia puro ódio em relação a ele.

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