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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 710

Ela se aproximou e largou a maçã.

— Vamos conversar lá fora. — Olhou de cima para Gregório.

Gregório não recusou. Celeste virou-se e saiu primeiro, mas ele não teve pressa. Como num truque de mágica, tirou do bolso um potinho de pastilhas de leite e colocou na mesinha de Laura.

— Um presente para você.

Laura não conseguiu evitar que os cantos da boca se curvassem num sorriso.

Mas, ao abraçar o pequeno pote de vidro, olhou confusa para as costas de Gregório.

Ela gostava de pastilhas de leite, e sua mãe também gostava. Aquele moço sabia disso?

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— Você quer falar comigo? — Celeste foi até o final do corredor, cruzou os braços e observou Gregório se aproximar sem pressa com a cadeira de rodas.

Na verdade, ela não queria que Gregório tivesse muito contato com Laura.

Para lidar com alguém tão inteligente quanto Gregório, ela precisava redobrar totalmente a sua cautela.

— Me acompanhe até a Mansão Antiga Souza. — Ele enrolou os dedos no iogurte que tinha em mãos.

— Eu acompanhar você? Por quê?

— Você acha que meu estado atual não vai levantar suspeitas no presidente? Como você acha que eu deveria explicar isso? — Gregório fixou o olhar nela.

— Quando? — Celeste descruzou os braços no mesmo instante.

— Agora. — disse Gregório.

Celeste não disse mais nada.

Afinal, ela também não queria que a Família Souza soubesse o verdadeiro motivo dos ferimentos de Gregório.

Seria difícil de explicar e ainda mais difícil de resolver depois.

Ela ligou para Juliana Rocha. Juliana já estava a caminho, então Celeste pediu que ela ficasse cuidando de Laura.

Quanto a outros motivos para ele querer que ela o acompanhasse, ela nem se deu ao trabalho de perguntar.

Celeste observou rapidamente o estado de Gregório depois de entrar no carro. Ele continuava com uma fisionomia péssima, muito provavelmente por causa da perda de sangue. Afinal, pai e filha eram bem parecidos nesse aspecto.

Mesmo que, no fundo, suspeitasse de que Gregório talvez soubesse da verdade.

Afinal, ele provavelmente já havia descoberto o problema de coagulação de Laura.

Porém, Gregório não demonstrou nada.

Vários olhares pousaram nela e em Gregório, carregados de curiosidade investigativa, principalmente diante do estado de saúde dele.

Com o seu temperamento frio, Gregório simplesmente os ignorou por completo.

Não se deu ao trabalho de dar qualquer explicação.

Logo que entraram na enorme sala de estar.

Celeste viu Adolfo descendo as escadas do outro lado. Ele exibia um sorriso largo no rosto, como se algo maravilhoso tivesse acontecido.

— Irmão? O que aconteceu com você? — Ao ver Gregório sentado na cadeira de rodas, seu olhar parou por um segundo.

Gregório ergueu a cabeça levemente.

— Hoje a família vai realizar uma reunião interna. Eles vão anunciar a punição pelo seu vazamento dos segredos da empresa, não vão? Ficar machucado assim de repente... não vai me dizer que está tentando se fazer de vítima. — Ao cruzar olhares, Adolfo sentiu um certo receio, mas lembrando-se do desfecho inevitável daquele dia, seu coração encheu-se de satisfação. Ele não conseguiu evitar sorrir e provocou.

Celeste não gostava nem um pouco de Adolfo.

E sabia perfeitamente que ele estava tentando chutar cachorro morto.

— Se bancar a vítima fosse suficiente para ganhar poder, por que você não vai todo dia bater a cabeça na parede da diretoria até se machucar? — Somando-se ao fato de que Adolfo também a ofendera inúmeras vezes no passado, ela lançou-lhe um olhar fulminante.

Adolfo irritou-se na hora.

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