As covinhas em suas bochechas ficaram visíveis em um sorriso doce.
Gregório apenas observava aquela cena.
Em sua mente, uma lembrança de mais de dez anos atrás ressurgiu de repente.
Era também uma garota assim, persuadindo-o a tomar seus remédios e a curar seus ferimentos. Quando ele cooperava, ela prendia o riso e sorria discretamente.
Mãe e filha...
Eram realmente idênticas.
Ele se aproximou.
Sentou-se na cadeira ao lado de Laura.
E não disse nada.
— Tio, você não vai a um encontro com aquela tia? — perguntou Laura, levantando a cabeça no meio da brincadeira para olhar para ele.
Gregório olhou para a criança que sua esposa teve com Vinicius.
— Você se importa se eu sentar aqui? — perguntou ele com a voz suave.
— Se você está disposto a me perguntar, então eu não me importo. — Laura continuou de cabeça baixa.
Gregório percebeu que aquela garotinha tinha uma mente aguçada e falava de um jeito muito interessante. Existe um tipo de criança decidida que demonstra isso desde cedo.
Ele não falou mais nada.
Laura, no entanto, olhava para ele de vez em quando.
— Tio, você está chateado?
Ela havia notado.
Aquele tio parecia carregar uma aura de amargura.
Era difícil de descrever.
— Você e sua mãe são bem parecidas, na verdade. Os olhos grandes, as covinhas tão características, e a personalidade... também se parecem. — Gregório então a ajudou a procurar os blocos que ela precisava, sem dar uma resposta direta.
Tão pequena, mas muito esperta e cheia de pensamentos.
— Tio, você é um ótimo observador. — Ao ouvir que se parecia com a mãe, Laura exibiu uma expressão orgulhosa e soltou o elogio meio a contragosto.
Ela o elogiou.
Isso acabou fazendo Gregório rir.
— E você sabe muito bem como agradar com as palavras. — Ele fixou o olhar no rostinho dela e esboçou um leve sorriso.
Laura ficou de bom humor.
A velocidade com que montava os blocos aumentou.
Durante todo o processo.
Ele observou as expressões de Laura.
Ela não chorou e nem fez escândalo.
— Não está doendo? Tão comportada. — Ele soltou a mão de Laura e, como num passe de mágica, tirou um curativo do bolso da calça. Depois de colocá-lo na mão dela, só então voltou a fechar a camisa, abotoando-a botão por botão.
Ele nem se importou com as manchinhas escarlates que acabaram sujando a camisa branca.
— Dói. Mas se eu chorar, a mamãe vai ficar com o coração partido. Eu amo muito a mamãe, então não quero deixá-la triste. Eu não suportaria. — Laura falou com muita seriedade.
Aquelas palavras.
Fizeram os movimentos de Gregório hesitarem por um instante enquanto abotoava o colarinho.
Exatamente nesse intervalo.
— Laura! — A voz ansiosa de Celeste ecoou de repente.
Gregório se levantou e olhou naquela direção.
No instante seguinte.
Celeste veio correndo. Ela empurrou Gregório bruscamente e escondeu Laura atrás de si, tratando-o como se ele fosse um vilão imperdoável, enquanto o encarava com os olhos levemente vermelhos, cheios de indignação e defensiva.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....