Celeste foi procurar seus documentos.
Vinicius também precisava apresentá-los. Ele olhou para Laura, que dormia docemente em seus braços, e depois para o jovem e elegante Fagner: — Diretor Vargas, segure a criança para mim.
Fagner olhou instintivamente para o rostinho rosado de Laura.
Antes que pudesse dizer qualquer coisa...
Vinicius sinalizou para que ele estendesse os braços e Fagner o fez por reflexo.
Vinicius entregou Laura cuidadosamente nos braços de Fagner.
O corpo alto de Fagner enrijeceu e ele só conseguiu manter uma postura desajeitada enquanto a segurava. A menininha era tão pequena e macia. Esse rito de passagem fez com que Laura abrisse os olhos sonolenta.
Fagner encontrou o olhar sonolento de Laura.
Ele paralisou por um instante.
Ele nunca tinha cuidado de uma criança na vida, e sua respiração até ficou mais leve por instinto.
Achou que, por tê-la acordado, ela começaria a chorar.
No segundo seguinte.
Com o cérebro ainda desligado, Laura se aconchegou contra o peito dele, suas mãozinhas agarraram os dedos que a seguravam, ela estalou os lábios levemente e voltou a dormir.
Fagner quase desmaiou de tanta fofura: — ...
Ele raramente sentia vontade de xingar.
Droga.
Que sorte a de Vinicius, de ter uma filha dessas.
Celeste terminou o check-in primeiro, foi direto até ele e o olhou: — Deixe que eu a seguro.
Fagner olhou para ela, sentindo uma estranha e inexplicável relutância em devolver a menina.
Mas fazer o quê.
Ele não tinha nenhum laço com a criança e não estava em posição de recusar.
Só lhe restou entregá-la de volta a Celeste.
Fagner virou a cabeça para a recepcionista e, como Laura estava dormindo, abaixou a voz: — Acomode o Diretor Rocha no 31º andar.
Vinicius olhou para ele.
Celeste estava no 33º andar.
Fagner, usando sua posição para fins pessoais, acomodou Vinicius e Celeste bem longe um do outro.
Fagner falou como se fosse a coisa mais natural do mundo: — Preciso lembrá-lo, Diretor Rocha, de que você acabou de desfazer seu noivado com a Família Vargas. Se for visto tão íntimo de Celeste agora, haverá fofocas.
— Não há pressa. — Ele disse.
Afinal de contas, o teste de paternidade ainda não havia sido feito.
Dulce não se importou com a atitude pouco calorosa de Fagner.
Ela se virou para Gregório e disse: — Gregório, me dê seus documentos, vou fazer o check-in.
Por causa dessa frase, Fagner lançou um olhar enigmático para Dulce e disse, de repente, num tom descontraído: — Não há mais quartos lado a lado, mas eu já reservei os quartos de vocês com antecedência.
Dulce parou por um instante.
Ela queria aproveitar a oportunidade para ficarem próximos.
Ou então... simplesmente não desperdiçar um quarto e ficar na mesma suíte que Gregório.
Assim, muitas coisas entre um homem e uma mulher a sós poderiam acontecer de forma muito natural.
Mas Fagner disse aquilo.
Ela franziu os lábios e, embora insatisfeita, sorriu educadamente: — Tudo bem, então.
Só então Gregório lançou um olhar rápido para Fagner, sem notar a armadilha.
Concordou, lentamente: — Que assim seja.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....