Mesmo que levasse a acusação de plágio para a justiça, com Gregório bancando uma equipe de advogados, as chances de vitória de Dulce seriam altíssimas.
Aquela situação.
Obviamente havia chegado a um beco sem saída.
A verdadeira origem de toda a arrogância de Dulce...
Celeste lançou um olhar gélido, quase debochado, para Gregório.
Um escudo tão poderoso.
Não era à toa que Dulce andava tão prepotente.
Lorenzo também franziu a testa.
Se continuassem insistindo, era bem provável que Celeste acabasse levando a pior e saindo calada.
Em meio ao impasse.
A porta da sala de reuniões foi aberta.
O secretário do reitor entrou apressado, curvou-se e sussurrou algo nos ouvidos do reitor e de Lorenzo.
As expressões de ambos mudaram no mesmo instante.
Eles então voltaram seus olhares para Dulce e para Gregório ao lado dela.
— Se o assunto não tiver um veredito, podemos levar as coisas com calma. Se não chegarmos a uma conclusão hoje, então na próxima... — Dulce sorriu com suavidade.
Ela se levantou lentamente.
Lançou um olhar de escárnio para Celeste.
Uma tola que não reconhecia os próprios limites.
— Qual é a pressa? A Sra. Alves quer provas? Por coincidência, a universidade acaba de encontrar algo impressionante. — Lorenzo, porém, bateu na mesa, ajeitou os óculos e deu um leve sorriso.
Celeste ficou surpresa.
O coração de Dulce apertou, e um medo do desconhecido começou a tomar conta dela.
— O quê? — ela perguntou.
— Traga aqui. — O reitor fez um gesto com a mão.
O secretário entregou um pen drive.
Ao ser conectado ao computador, revelou de imediato a cópia de uma gravação das câmeras de segurança.
O rosto de Dulce apareceu na tela. Logo abaixo, havia outra filmagem de um ângulo diferente, que registrava seus movimentos manipulando o teclado: copiando, colando e realizando outras ações. No canto superior esquerdo, o horário da gravação constava de forma exata, até os segundos.
Com aquela simples frase.
A sala inteira mergulhou em um silêncio sepulcral.
Até mesmo Dulce sentiu um frio paralisante percorrer todo o seu corpo.
Ela nunca imaginou que cairia por causa de algo assim.
Tinha sido importado a preço de ouro apenas para que ela ganhasse prestígio na universidade. Era algo feito para garantir seu lugar no grupo de pesquisa. Como aquilo acabou se transformando na lâmina mortal que a apunhalou?
Celeste também custou a acreditar.
Ela virou o rosto para olhar Gregório.
O que antes era um gesto doce para mimar Dulce.
Agora se transformara...
Se ele soubesse que aquilo causaria toda aquela situação, será que Gregório ainda teria enviado as máquinas para a Universidade Imperial?
— O que a universidade pretende fazer? — Ele permanecia com a mesma expressão, mas o fundo de seus olhos guardava uma sombra indecifrável. Continuou observando o vídeo na tela por um longo tempo, até estreitar ligeiramente suas pupilas escuras.
Ele devolveu a pergunta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....