A garganta de Celeste doía um pouco.
Mas isso não a impedia de atacar.
Gregório estava apenas a menosprezando por ser tão 'sem critérios', capaz de se envolver com qualquer um.
O que ele pensava não era importante para ela.
O importante era que ela conseguiria a certidão de divórcio.
Por isso, ela estava disposta a pagar qualquer preço.
Por trás disso estava a custódia de Laura; não havia nada que ela não faria.
Provavelmente porque a atitude espinhosa e 'impenitente' de Celeste era tão clara, Gregório a observou em silêncio e viu sua obsessão pela certidão de divórcio.
A urgência de quem faria qualquer coisa.
Gregório não demonstrou emoção e se levantou lentamente:
— Descanse.
Ele não iria discutir com ela.
Celeste não ficou surpresa.
Como sempre fora no passado, eles nunca conseguiam brigar de verdade.
Sempre que suas emoções atingiam o pico e ela mostrava as presas, querendo desabafar, Gregório conseguia dissipar a 'fumaça da guerra' com leveza.
O 'não se importar' dele abafava conflito após conflito.
Mas não era que ele não se importasse, era indiferença, era o tratamento do silêncio.
Celeste não se importou mais com ele.
Fechou os olhos para se recuperar.
Perto das dez horas da noite.
A avó Souza chegou apressada ao receber a notícia.
Gregório estava de pé no corredor, parecendo não se importar.
A matriarca ofegava de raiva:
— Isso não é o tipo de coisa que você faria. Como você pôde bater nele?
Ela conhecia o temperamento de Gregório; ele era o tipo de pessoa que tratava tudo com a mais pura frieza.
Nunca se importava com ninguém nem com nada. Como poderia ter chegado ao ponto de espancar alguém até quase matá-lo?
Além disso.
Gregório nunca teve qualquer afeto por Celeste durante todos esses anos.
Por que chegar a esse ponto?
— Se a Família Faria quiser investigar, pode vir falar comigo. — Gregório apagou lentamente o cigarro em sua mão, com um tom neutro.
A matriarca retrucou:
Ela planejava reter a certidão de divórcio para punir Celeste, mas as palavras de Gregório...
-
Gregório não voltou.
Celeste não se importava se ele voltasse ou não.
Ela não escondeu esse assunto de Juliana.
Na manhã seguinte, Juliana pediu uma folga e apareceu às pressas.
Ao ver os hematomas no pescoço de Celeste, chorou de raiva:
— Aquele desgraçado!
Celeste balançou a cabeça:
— Eu estou bem, não sofri nenhum dano substancial.
— E aquele homem da Família Faria, como ele está agora? — Juliana estava indignada. Seria melhor se ele estivesse morto!
— Não sei. Gregório bateu nele com força, deve estar bem machucado.
— O Gregório teve uma crise de consciência? Ele ainda tem algum sentimento por você? — Juliana estava surpresa.
Celeste apenas riu secamente:
— Não é por sentimentos, nem por se importar. Afinal, nenhum homem permitiria que sua ex-esposa fosse estuprada na frente dele. Para ele, é uma mancha e uma vergonha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....