— Peço desculpas, Diretor Souza, mas não posso aceitar. A Hercore não é controlada apenas por mim, há muitos acionistas, e ninguém quer que uma situação já estável sofra alterações.
A conversa chegara a um limite.
Não havia necessidade de dizer mais nada.
Dulce ficou um tanto surpresa e incrédula.
Ela viera cheia de sinceridade, inclusive usando a possibilidade de responsabilizar Celeste pela agressão como moeda de troca, e ainda assim ele não concordava?
— Eu entendo. — Gregório não pareceu surpreso, levantou-se e abotoou o paletó com uma das mãos.
Ele não forçou a situação.
Isso, no entanto, deixou Celeste com uma sensação de apreensão.
Afinal, Gregório era um homem astuto e calculista. Se ele havia pensado naquela abordagem, deveria ter vindo com o objetivo de fazer a coisa dar certo.
— Então vá com cuidado, Diretor Souza. — David manteve a cordialidade.
Antes de sair, Dulce deixou um olhar frio e ressentido pairar sobre o rosto de Celeste.
Celeste o ignorou por completo.
No momento em que estava prestes a sair pela porta.
— A perna da sua calça está suja, é melhor limpar. — Gregório parou seus passos longos, virou-se lentamente e olhou com frieza para Celeste, lançando um último olhar para as pernas dela.
Celeste olhou para baixo.
Só então percebeu que o ferimento não tratado no joelho havia deixado vazar um pouco de sangue através do tecido. Ela usava uma calça branca, fina e esvoaçante, o que tornava a mancha muito chamativa.
Ela franziu a testa.
Ela não precisava que Gregório a lembrasse de que o sangue na calça era algo deselegante.
Mas Gregório já tinha ido embora.
Mais uma vez, aquela reunião terminara de forma desagradável.
— Você acha que isso acabou? — Quando David voltou, ele encolheu os ombros.
Celeste não pôde refutar aquelas palavras.
— Você não precisa se preocupar achando que eu ainda não superei o Gregório, nem tentar me dar esses toques para que eu caia na real. Eu sei de tudo isso melhor do que ninguém. — Ela largou o cotonete, piscou os olhos e sorriu.
David viu que Celeste não demonstrou grandes emoções.
Sentiu-se aliviado, mas ao mesmo tempo um pouco amargurado. Celeste só conseguia falar de forma tão leve porque já havia sido muito castigada pela realidade.
— O Gregório realmente não tem visão. — Ele suspirou.
Uma mulher tão boa como Celeste, e ele nunca a valorizou.
Por isso, merecia não saber da existência da Laura, era apenas a lei do retorno.
Celeste não tinha tempo para pensar em Gregório.
Seu projeto estava em um momento crítico, e havia muitas coisas a serem resolvidas; o assunto do investimento logo foi deixado de lado.
O reencontro com Gregório aconteceu três dias depois.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....