O celular em sua mão tocou no momento exato.
Celeste olhou para a tela.
Ela viu o nome que piscou rapidamente no visor de Gregório.
Gregório não disse mais nada, virou-se, abriu a porta e saiu.
Nem sequer terminou a refeição.
Foi ao encontro de quem desejava encontrar.
Diante da intimidade dela com Vinicius e a "filha" dele, Gregório, seu marido há sete anos, não demonstrou a menor reação. Não havia a mais leve pitada de ciúme, irritação, incômodo ou desprazer. Nada.
Parecia um espectador frio, impassível, e partiu sem hesitar.
Celeste compreendeu a essência daquilo: ele não se importava, por isso não se irritava.
Apenas sentiu que a sua versão do passado era ainda mais patética.
Laura olhou para a porta e depois baixou os olhos para os próprios chinelos.
— Mamãe, aquele moço também gosta de mim? — perguntou a Celeste.
Celeste ficou surpresa. Ela tampouco conseguia decifrar os pensamentos e as emoções de Gregório, mas ele possuía uma polidez e uma gentileza inesperadas, como uma flor que desabrocha por um instante e some, algo ilusório e difícil de ler.
A atitude dele para com Laura a havia surpreendido.
No entanto, ela não queria falar mal do pai biológico para Laura. Aquilo era assunto de adultos, e ela não envolveria a criança, fazendo-a carregar o peso da discórdia dos pais nem a forçando a fazer uma escolha.
— Nossa princesa é tão fofa que é impossível alguém não gostar — disse ela, acariciando-lhe a cabeça.
-
Celeste passou o fim de semana inteiro brincando e se divertindo com Laura.
A visita inesperada de Gregório também foi deixada de lado.
Afinal, com a ajuda de Vinicius para contornar a situação, ela não se preocupava que Gregório tirasse conclusões indevidas.
Como o esperado, Gregório não apareceu naqueles dois dias, tampouco demonstrou qualquer atitude ou suspeita em relação a Laura.
Gregório menos ainda deu importância ao convívio dela com Vinicius. Tudo permanecia numa calmaria absoluta.
Segunda-feira.
O Hospital Santa Aurora, assim como o Hospital Central, tinha enorme prestígio nacional.
Se a parceria se concretizasse, o mercado se abriria ainda mais.
Ao chegar, Celeste informou que tinha uma reunião agendada.
— Sinto muito, mas a senhora terá que aguardar um momento. O nosso diretor está recebendo visitantes muito importantes — respondeu a recepcionista.
Celeste olhou as horas. Faltava pouco para as dez.
Só lhe restava esperar um pouco.
No entanto, ela não imaginava que esperaria por mais de uma hora.
Celeste então compreendeu.
Estavam dando um "chá de cadeira" nela de propósito.
E a maior probabilidade para a estarem ignorando daquela forma...
— Quem são os visitantes importantes lá dentro? — perguntou ela, caminhando calmamente até a recepção.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....