A pergunta da avó Vieira soou como um trovão em céu limpo, destruindo toda a tranquilidade.
Os olhos escuros de Gregório se cravaram em Celeste num instante.
O ar pareceu ter sido sugado do ambiente.
Um suor frio escorreu pelas costas de Celeste, e os pelos de sua nuca se arrepiaram.
Ela jamais imaginou que enfrentaria uma situação como aquela.
Quando a avó Vieira tocou sua mão, ela logo percebeu que o toque era profissional demais. Apesar de o alarme ter soado em sua mente, ela reagiu um pouco tarde.
A expressão da avó Souza também mudou. Desconfiada, ela perguntou:
— Não. Como você chegou a essa conclusão?
Celeste aproveitou a chance para soltar sua mão.
Seus dedos, agora fechados, estavam congelados.
Especialmente porque Gregório não parava de olhá-la. Aquele olhar parecia uma faca, capaz de rasgar facilmente sua armadura defensiva e descobrir o segredo que ela escondia com tanto esforço.
Isso fez com que Celeste quase esquecesse como respirar normalmente.
Tentando ao máximo manter a expressão serena, ela olhou para a avó Vieira.
A avó Vieira olhava para Celeste com confusão, examinando-a de cima a baixo:
— A pulsação não mente. É aí que reside a magia da medicina tradicional. Há uma diferença clara em relação a uma pessoa normal. No entanto, o pulso da Sra. Souza está muito fraco; pela lógica, deve fazer bastante tempo.
Celeste não imaginava que passaria por isso hoje.
Os métodos da avó Souza sempre encontravam o lugar exato para feri-la.
O rosto de Gregório continuava quase inexpressivo, mas seu olhar fazia Celeste sentir como se tivesse espinhos cravados nas costas. Seus olhos estavam frios:
— A senhora não se enganou?
A avó Vieira respondeu, insatisfeita:
— Trato pacientes há décadas, não cometeria um erro ao medir uma pulsação.
A atmosfera pareceu congelar novamente.
A avó Souza olhou abruptamente para Celeste, meio insegura:
Celeste sentiu como se pudesse ver claramente, mais uma vez, a humilhação de ter sido negligenciada durante todos aqueles anos.
— Sim. — Os lábios de Gregório se moveram ligeiramente, com uma expressão apática. — Nós não temos filhos.
Celeste não queria olhar para ele. Em questão de segundos, sua mente trabalhava freneticamente, e uma enorme onda de pânico quase a consumiu.
Ela queria ignorar tudo e ir embora.
Mas não podia.
Agir assim seria como entregar a resposta a eles.
— Venha, venha cá, deixe-me sentir de novo.
Recusando-se a aceitar o erro, a avó Vieira agarrou a mão dela mais uma vez.
Celeste reprimiu à força o impulso de puxar o braço bruscamente, ciente de que, quanto maior fosse sua reação, mais suspeita pareceria.
Ela mesma havia estudado medicina tradicional e sabia melhor do que ninguém que a avó Vieira era realmente excepcional.
— Que tal dar uma olhada no Gregório primeiro? Talvez eu tenha trabalhado muito ultimamente e meu corpo esteja apenas debilitado. — Celeste encontrou uma desculpa para ganhar tempo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....