Celeste franziu o cenho, achando estranho.
Era a primeira mensagem de Gabriel desde que se adicionaram.
Não entendia o que ele estava tentando insinuar.
Mas, claramente, ele também estava do lado de Dulce e tinha confiado cegamente na versão dela, a amante.
Assim, ela não via a menor necessidade de manter contato aprofundado com uma pessoa desse tipo.
Sem hesitar, ela o bloqueou.
Depois, deu partida no carro e voltou à Hercore, para se enfiar novamente no tédio do laboratório.
Gabriel esperou muito tempo, mas não obteve resposta.
Estava até um pouco distraído.
— Você não salvou o meu contato? Sou eu, o Gabriel. — enviou ele, sem rodeios, em outra mensagem.
Um ponto de exclamação vermelho saltou na tela junto ao aviso informando que ele não era amigo daquele contato e sua mensagem havia sido rejeitada.
Ele ficou completamente sem palavras.
Gabriel travou por dois segundos e ficou encarando o ponto de exclamação com incredulidade.
De repente, uma chama se acendeu dentro dele, elevando seus ânimos, mas foi rapidamente apagada.
Celeste... Ela realmente teve a audácia de rejeitar a sua aproximação!
Como ele podia ter a porta batida na cara por alguém como Celeste?
— Diretor Campos?
O motorista, incerto, o chamou da frente do veículo.
— De volta à empresa! — ordenou Gabriel, voltando a si, jogando o celular de lado, com o belo rosto agora frio como gelo.
Celeste estivera tão ocupada recentemente que mal parava em pé.
A pesquisa e desenvolvimento de medicamentos junto à Universidade Imperial corriam a todo vapor. Assim que a equipe de Dulce na Universidade Imperial determinasse a proporção da medicina ocidental, os experimentos com animais e os testes clínicos poderiam começar.
Mas o lado deles ainda não havia entregado os resultados.
Embora achasse que estavam atrasando o cronograma, Celeste não os pressionou de imediato.
Porque ela precisava focar na matrícula de Laura na educação infantil.
O período de volta às aulas era no mês seguinte.
— Ah. — respondeu Celeste, coçando o nariz.
E cancelou rapidamente toda a emoção que estava sentindo.
Ela e Juliana foram passear e compraram roupas e mochilas novas para Laura.
Assim tudo estaria pronto para o início das aulas.
Na noite daquele final de semana.
— Pedimos desculpas, mas houve um erro no sistema da escola. Aquela vaga não está mais disponível. Lamentamos muito, não poderemos receber a sua menininha. — informaram em uma ligação que Celeste recebeu do jardim de infância.
A alegria de Celeste evaporou em um instante.
— Como assim? Como vocês cometem um erro tão grande? Quem vai se responsabilizar pelo meu tempo perdido? — perguntou ela ansiosamente.
O interlocutor não lhe deu nenhuma resposta clara, apenas repetindo as mesmas frases burocráticas em círculos.
Contudo, uma coisa ficara evidente: a vaga de Laura, com quase toda certeza, havia sido roubada.
Sendo que havia sido ela quem a tinha garantido primeiro.
Quando se tratava dos assuntos envolvendo a filha, Celeste nunca se permitia levar a pior.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Estou só chorando 😭😭😭😭😭...
Essa autora não tem um pingo de respeito pela Celeste, esmaga até o último resquícios de humanidade dela, só valoriza a amante. Misericórdia dá ódio de ler esses livros onde as amantes tem tudo e anda de cabeça erguida....
Top demais eu nunca li u livro tão bom assim, parabéns autora👏👏👏👏👏...
Meu pressentimento estava correto esse Vinícius não vale nada nem o que o cachorro enterra...
Porque demora tanto a atualizar?...
Por ser um romance,a autora não trás o romantismo,a história não tem um beijo,um abraço.pra mim é uma história sem ápice.Autora dê mais clímax a história....
Que tudo!!!! Esse capítulo autora😎👏👏👏👏👏...
Torcendo pela restauração da família Celeste Gregorio e Laura ❤️❤️❤️...
Não gosto do Vinícius esse cara não me passa confiança que Celeste passe longe dele...
Vai ser uma sacanagem se essa autora mudar a personalidade do Vinicius para ano final dar ela pra o Gregório que claramente é um homem que não apoiou ela nos momentos de maior necessidade como o nascimento da filha, inventa uma situação pra justificar as atitudes dele....