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Nossa! Meu Marido de Aluguel é um Bilionário! romance Capítulo 148

MILLIE THOMPSON

QUATRO ANOS ANTES...

A música eletrônica estava alta, mas eu mal conseguia prestar atenção ao som. O meu olhar estava fixo na porta de saída, por onde, Charles havia acabado de arrastar a minha melhor amiga, para casa.

Eu pisquei algumas vezes, sentindo a visão dar aquela leve e divertida desfocada nas bordas. Eu estava definitivamente meio bêbada. O álcool estava me deixando com uma sensação flutuante de coragem e despreocupação.

Suspirei, apoiando o cotovelo no balcão.

— Sabe, o seu amigo ali parecia um homem das cavernas arrastando a mulher — uma voz masculina, bem humorada, soou ao meu lado.

Virei o rosto devagar e abri um sorriso preguiçoso.

O desconhecido que se apresentou como Kael Vallen, estava sentado no banco alto ao meu lado. Kael era um verdadeiro espetáculo da natureza, por isso me atrai e conversar com ele não foi entediante, então acho que vou dormir com ele hoje.

Ele tinha aquela beleza despojada que não parecia exigir nenhum esforço, mas que nocauteava qualquer mulher no raio de um quilômetro.

O cabelo dele era de um tom castanho claro, cortado de um jeito moderno, mas com fios bagunçados que davam a ele um ar rebelde. Os olhos eram de um tom de avelã claro, quase dourados, brilhando com diversão. Ele também devia estar meio bêbado...

— Ele é o cachorrinho dela — respondi, dando de ombros e rindo da comparação que ele fez. — Não se preocupe, minha amiga já o domou, aposto que ela ligou para ele buscar.

Kael deu um gole na bebida, os olhos se prederam na minha boca, antes de voltar a me encarar.

— Bom para eles — ele murmurou. — Mas sua amiga te abandonou com um cara que você conheceu há pouco mais de uma hora.

— É, parece que sim — concordei, apoiando o queixo na mão e piscando para ele.

Kael soltou uma risada rouca e deliciosa. Ele deixou o copo no balcão, virou o corpo totalmente na minha direção e apoiou as mãos nos próprios joelhos.

— Sendo assim, eu me sinto na obrigação moral de cuidar de você pelo resto da noite — ele declarou, com um tom de falso cavalheirismo que me fez rir. — A música aqui está alta demais. Quer ir para outro lugar?

Olhei para ele. O homem era incrivelmente atraente, divertido e tinha me tratado com gentileza desde que sentamos naquele balcão. O álcool no meu sistema sussurrava que eu não deveria pensar duas vezes.

Abri um sorriso enorme, e não hesitei.

— Eu adoraria. Vamos embora daqui.

Ele sorriu largo, pediu a conta ao barman, deixou um maço de notas no balcão e me ofereceu a mão para me ajudar a descer do banco alto.

Caminhamos juntos para fora do bar. Kael abriu a porta do carona de um carro luxuoso e eu me acomodei no banco macio.

Ele deu a partida, e o motor roncou com potência. Estou no carro com um cara bêbado dirigindo, acho que bebi demais mesmo...

Eu estava esperando que ele parasse na entrada de um daqueles hotéis discretos do centro da cidade. Eu não me importava, só queria beijar aquele sorriso debochado até perder o ar.

No entanto, o carro adentrou um bairro residencial, cheio de árvores e propriedades muradas.

Quando o carro reduziu a velocidade, um portão deslizou de forma automática. O carro subiu a rampa de acesso e estacionou na frente da porta principal.

Eu pisquei, surpresa, olhando pela janela fumê e depois virando o rosto para ele.

— Onde nós estamos?

Kael desligou o motor, tirou o cinto de segurança e se virou para mim.

— Nós estamos na minha casa — ele respondeu, com a maior naturalidade.

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