CHARLES KINGSTON
Depois do susto no hospital, ter a Isabel de volta em casa, sã e salva nos meus braços, era o único alívio que o meu coração precisava.
Nós estávamos sentados no sofá da sala. Isabel estava aninhada contra o meu peito, com a cabeça apoiada no meu ombro, enquanto assistíamos a um filme qualquer na televisão. O meu braço estava em volta dela, e eu acariciava os seus cabelos de forma distraída. Eu não prestava a menor atenção na tela, meu foco estava apenas na respiração tranquila da minha esposa e na certeza de que a nossa trégua finalmente havia se transformado em um perdão verdadeiro.
O silêncio confortável foi interrompido de forma repentina pelo zumbido do celular dela, que estava apoiado na mesa de centro.
Isabel se esticou devagar, e pegou o aparelho.
— Um número desconhecido de novo... — ela murmurou, franzindo a testa.
— Depois de hoje, tenha cuidado. — aconselhei.
Ela desbloqueou a tela e abriu o aplicativo de mensagens. Como eu estava colado a ela, a minha visão sobre a tela do celular era perfeita. E o que eu vi ali fez o sangue congelar nas minhas veias em um único segundo.
Eram fotos. Nelas, Isabel estava deitada em uma cama desarrumada, com os cabelos bagunçado e, colado a ela, com os braços ao seu redor e o rosto enfiado no seu pescoço, estava Simon.
Isabel soltou um engasgo alto, como se tivesse levado um soco no estômago. Ela virou o rosto para mim na mesma hora, com os olhos arregalados.
— Charles, eu juro que não é o que parece! — ela disparou, a voz saindo embargada pelas lágrimas que já se formavam. — Isso é uma armação! Eu estava apagada, eu não fiz nada, eu juro por tudo que é mais sagrado...
Ela estava aterrorizada, achando que eu explodiria de ciúmes, que eu duvidaria do caráter dela. Mas ela não fazia ideia da confiança inabalável que eu tinha na mulher que escolhi.
Não hesitei. Inclinei-me para a frente e deixei um beijo longo e demorado na testa dela, segurando o seu rosto com minhas mãos para fazê-la olhar nos meus olhos.
— Ei... calma. Respire — pedi, com um sorriso tranquilizador, usando o meu polegar para secar a primeira lágrima que escorreu pela bochecha dela. — Eu sei que é armação, meu amor. Eu não duvidei de você nem por um segundo. Até porque, convenhamos, o Simon é a última pessoa no mundo com quem você me trairia.
— Eu nunca te trairia com ninguém, Charles! — ela exclamou, ofendida.
Soltei uma risada baixa, sentindo um alívio genuíno ao ver a força e a bravura dela voltarem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nossa! Meu Marido de Aluguel é um Bilionário!
olá! gostaria de lê a história completa, como faço?...