STEPHANIE LINORES
Apertei o botão do interfone do prédio pela quinta vez consecutiva, mas não havia resposta. Absolutamente ninguém atendia.
Bati o pé na calçada, sentindo o ódio borbulhar quente no meu sangue.
— Eu falei para a gente ter vindo no mesmo dia! — reclamei, virando-me furiosa para o meu pai. — Eu avisei que tínhamos que ter vindo na noite daquele baile de gala ridículo, assim que eu descobri toda a verdade! Mas não, você ficou enrolando, inventando desculpas, e agora ela não está!
Meu pai suspirou pesadamente, passando a mão pelo rosto suado e exausto.
— Primeiro, eu não estava acreditando em você, Stephanie! — meu pai retrucou, impaciente e claramente irritado com a situação constrangedora de estar parado naquela rua. — Achar que o assistente que a Isabel arrumou era, na verdade, um dos homens mais ricos do país? Parecia um delírio seu, ainda parece! E segundo, a Isabel foi bem clara da última vez que conversamos. Ela disse com todas as letras que não nos daria mais nenhuma ajuda. Eu só estou aqui porque você e a sua mãe não pararam de me incomodar o dia inteiro!
Minha mãe que estava encostada na parede do prédio tentando proteger o rosto do sol com sua bolsa, revirou os olhos com impaciência.
— E quem mais deveria vir aqui e resolver isso, Elias? — minha mãe disparou. — Você é o pai dela! Você é o homem da casa e tem o dever moral de falar com a sua filha para exigir o que é nosso por direito! Nós fomos jogados na rua da amargura, perdemos a nossa linda mansão e as minhas joias preciosas. E agora a sua filhinha está casada com um bilionário? Ela tem a obrigação de tirar a própria família da miséria!
— Bom, pelo visto, ela não está em casa. A viagem foi inútil — Meu pai concluiu, virando as costas. — Vamos embora. Não adianta ficarmos plantados aqui no sol.
Fiquei olhando para a porta do prédio, e um sorriso começou a se formar nos meus lábios.
— É claro que ela não está aí — falei alto, fazendo os dois pararem de andar e olharem para mim, confusos. — A Isabel fingiu que não sabia de nada e agora com certeza já se mudou com o marido. Eles fugiram da gente!
A raiva me consumia de forma ardente só de imaginar. A Isabel, uma garota que andava de ônibus e contava moedas, agora devia estar deitada em lençóis de seda, tomando champanhe caro. Enquanto isso, eu, que nasci para brilhar, fui deixada na lama por Simon. Isso era inaceitável. Era uma injustiça imperdoável que eu não ia engolir calada.
— Se ela se mudou com ele e não sabemos o endereço, acabou. Fim de papo — Meu pai resmungou, querendo voltar para o apartamento minúsculo e mofado em que estávamos vivendo para descansar no seu dia de folga.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nossa! Meu Marido de Aluguel é um Bilionário!
olá! gostaria de lê a história completa, como faço?...