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Nossa! Meu Marido de Aluguel é um Bilionário! romance Capítulo 109

CHARLES KINGSTON

Fazia dois dias que eu não ouvia a voz de Isabel, nem a via.

Eu havia prometido a mim mesmo que daria espaço a ela. Prometi que seria racional. Mas a racionalidade é uma ferramenta inútil quando o seu coração está sendo esmagado. Minha intuição estava em alerta máximo. Havia um gosto amargo na minha boca, um pressentimento sombrio de que algo estava para acontecer.

Por segurança, eu não a deixei totalmente sozinha. Um dos meus homens de confiança, estava seguindo Isabel à distância. Eu precisava saber se ela estava bem.

O meu celular vibrou sobre a mesa. Atendi no segundo toque.

— Fale.

— Senhor Kingston, as coisas estão... estranhas — a voz do segurança era cautelosa. — A patroa foi ao hospital hoje cedo, mas não ficou nem trinta minutos.

Senti um aperto no peito.

— Para onde ela foi depois?

— Ela foi até a casa da Dona Zara. Ficou lá por quase uma hora e, quando saiu, parecia estar chorando. Agora há pouco, ela se encontrou com a amiga, em uma cafeteria bem longe do centro.

— E o que aconteceu lá? — perguntei, apertando o aparelho.

— Elas conversaram por muito tempo, senhor. E a despedida... bem, foi estranha. Elas se abraçaram na calçada e choraram muito. Era como se elas não fossem se ver por muito tempo.

Hospital? Casa da mãe? Despedida?

— Continue vigiando. Não a perca de vista por um segundo sequer — ordenei e desliguei. — Arthur! — gritei.

Meu braço direito entrou na sala em segundos.

— Senhor?

— Arthur, qual era mesmo o número pessoal do diretor do hospital onde a Isabel trabalha? Ligue para ele.

Arthur caminhou até a minha mesa, discou rapidamente no telefone fixo e, após alguns segundos, me passou o fone.

— Doutor Roberto? Aqui é Charles Kingston.

— Senhor Kingston! Que prazer receber sua ligação. Eu... eu imaginei que o senhor ligaria mais cedo ou mais tarde.

— Minha esposa voltou cedo hoje, ela teve algum problema?

Houve um silêncio desconfortável do outro lado da linha. O diretor pigarreou, parecendo nervoso.

— Bem... eu presumi que o senhor já soubesse. A Isabel me entregou o pedido de demissão dela hoje pela manhã. Foi uma surpresa, claro, uma perda enorme para a nossa equipe, mas dada a situação... eu achei melhor aceitar imediatamente para que ela pudesse manter o repouso que o senhor certamente exigiria.

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