Mas Vitória Lacerda simplesmente achava aquilo muito estranho.
Ela não pôde evitar observar atentamente Thiago Silva dentro da sala.
Comparado com a última vez, Thiago Silva parecia menos tenso hoje.
Seu estado emocional também estava relativamente estável, mas a sensação que seu olhar passava parecia um pouco desconectada da sensação que a própria pessoa transmitia.
Vitória Lacerda observava em silêncio, imersa em pensamentos.
— Por que você não foi?
Fernando Pereira, dentro da sala, abriu a boca para perguntar: — Já que era uma confraternização da equipe, todos deveriam ter ido, certo?
Thiago Silva deu um sorriso amargo: — Eu... na verdade não posso ser considerado exatamente alguém da equipe, não é? Afinal, sou só um motorista.
Essa frase soava como se tivesse muita história por trás.
Mas Fernando Pereira não se aprofundou e continuou perguntando: — Então você sabe quem estava hospedado no quarto 2901 naquele dia?
Thiago Silva fez uma pausa e só depois de um bom tempo balançou a cabeça: — Eu não sei.
— Então o que você estava fazendo na hora do crime?
— Onde você estava?
Thiago Silva levantou a cabeça bruscamente, olhando para Fernando Pereira com uma expressão de pânico: — Por que o policial Fernando está perguntando isso?
— Por acaso você está desconfiando de mim?
O olhar de Fernando Pereira estava fixo nele. Ele balançou a cabeça e disse: — É apenas um interrogatório de rotina. Já que você diz que não era a pessoa naquele quarto, precisa apresentar provas para demonstrar isso.
— É... faz sentido...
Thiago Silva parecia ter sido convencido por Fernando Pereira. Ficou em silêncio por um longo momento antes de falar: — Nesses últimos dois dias, na verdade, eu estive na minha terra natal.
— Terra natal?
Thiago Silva assentiu, dizendo com a voz bem baixa: — Minha terra natal é na Aldeia Fina.
Ao ouvir esse nome de lugar familiar, Vitória Lacerda fechou os punhos de repente.

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