— Se não fosse aquele rapaz que apareceu, te salvou e chamou a polícia, a gente nunca ia saber que aquele gerente nojento estava te assediando há mais de duas semanas!
— Você é mais fechada que uma ostra!
Ouvindo Juliana mencionar aquele rapaz, Vitória franziu a testa de leve.
— Na verdade...
— Na verdade o quê? Não me diga que você ainda sente alguma coisa pelo Isaque!
— Não! — Vitória negou no mesmo instante.
Ela realmente não queria mais nenhum tipo de ligação com aquele lixo.
Só de ouvir o nome dele sentia nojo.
— O que é, então?
Vitória mordeu o lábio inferior por um momento antes de falar:
— Na verdade, eu reencontrei aquele rapaz recentemente.
Juliana Rodrigues: — ?
— Sério?! Mas você não disse que na época ele foi embora de repente e vocês perderam o contato?
— Sim. Mas ele foi transferido para o nosso departamento de polícia recentemente.
— Nós somos colegas de trabalho agora.
Juliana ficou em silêncio por alguns segundos antes de voltar a gritar freneticamente.
— Aaaah! Vitória Lacerda, quantas coisas você está escondendo de mim?! Eu lembro que aquele cara era lindo de morrer! Que sorte a sua, garota!
Vitória não sabia se ria ou se chorava com o exagero da amiga.
— É... ele é bem apessoado.
— Experimenta usar essa sua falsa modéstia de novo! Um cara daquele nível... olha que em todos esses anos de profissão eu já entrevistei muito figurão e estrela de TV, e nunca vi ninguém chegar aos pés dele.
— Ah, espera! Eu lembro que na época você nem sabia o nome dele. Como você o reconheceu? Ele te reconheceu?
Vitória forçou a memória, mas balançou a cabeça.
— Acho que não. Ele tem sido bem formal comigo.
— Além disso... acho que você também deve conhecê-lo.
— Eu?

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