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No Lugar do Meu Ex, Casei com o Capitão da Polícia romance Capítulo 182

Isaque Cavalcanti, por puro hábito, olhou na direção de Vitória Lacerda.

Mas ao ver que ela havia se sentado na cadeira do escrivão, com uma expressão gélida e indiferente, sem sequer dirigir um olhar para ele, o coração de Isaque apertou de frustração e ansiedade.

Ele não fazia ideia do quanto Vitória tinha visto ou ouvido naquele estacionamento. Sua mente estava um verdadeiro caos.

— Sr. Isaque. Peço que, por enquanto, deixe suas traições, sua falta de caráter e de moralidade de lado. — disse Fernando Pereira, incisivo.

— A partir de agora, cada palavra que sair da sua boca poderá se tornar uma peça-chave ou uma prova crucial para a resolução deste caso. Pense muito bem antes de responder. Se você deliberadamente mentir ou omitir informações para despistar a polícia e ajudar o assassino a escapar, teremos motivos suficientes para tratá-lo como cúmplice.

— Eu não sou cúmplice de nada!

Assim que ouviu a palavra "cúmplice", Isaque entrou em desespero e tratou de se defender na mesma hora.

— Eu nem sequer conheço essas pessoas, como eu poderia ajudar em um assassinato?

Fernando Pereira assentiu, com o rosto impassível.

— Sendo assim, olhe com atenção para esta foto.

Ele deslizou a fotografia de Cristiano Mendes sobre a mesa de metal, parando-a bem na frente de Isaque.

— Você o conhece? — perguntou Fernando, em voz baixa.

Isaque semicerrou os olhos, analisando a imagem por alguns segundos, e respondeu, confuso:

— Ué, não é o taxista que me levou naquele dia?

— Vocês não tinham dito que não tinham imagens do rosto dele? De onde tiraram essa foto?

— Você tem certeza do que está dizendo?

Isaque estava convicto até ouvir o tom afiado de Fernando Pereira. Imediatamente, a dúvida se instalou.

— Espera, deixa eu olhar mais de perto.

Fernando fez um gesto educado com a mão, dando-lhe espaço.

Isaque pegou a foto e a examinou milímetro por milímetro. De repente, seus olhos se arregalaram. Ele apontou para a imagem com firmeza.

— Esse cara da foto e o taxista... Eles devem ser duas pessoas diferentes, mas com certeza são parentes de sangue!

— E como você pode ter tanta certeza disso?

Isaque colocou a fotografia de volta sobre a mesa.

— Tem um detalhe muito específico no taxista que eu acabei esquecendo de mencionar da última vez. Para ser sincero, eu não tinha muita certeza do que vi e também fiquei com medo de me meter em confusão, então preferi ficar quieto...

Ouvindo aquilo, Vitória Lacerda ergueu os olhos abruptamente, cravando-os em Isaque.

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