Um suspiro coletivo ecoou pela sala.
Os policiais sentiram que seus cérebros iam dar um nó.
Ainda nem tinham encontrado o assassino do incêndio e da ocultação de cadáver, e agora surgia o irmão mais velho de Caio Mendes.
E ele também estava morto!
A intuição de todos dizia que definitivamente havia uma ligação entre esses casos.
Mas, até o momento, não havia nenhuma pista que sustentasse essa teoria.
— Temos uma foto do irmão de Caio Mendes?
Enquanto todos ainda estavam confusos, a expressão de Fernando Pereira permanecia calma e inabalável.
Aquela postura de quem tinha tudo sob controle serviu como um calmante imediato para a equipe.
Afinal, o maior detetive da polícia estava ali!
Fernando com certeza os guiaria até o verdadeiro culpado!
— Temos.
A foto do irmão de Caio Mendes foi projetada na tela.
Vitória Lacerda encarou o rosto por um longo tempo antes de perguntar abruptamente:
— Onde está o retrato falado do motorista, feito com base no depoimento de Isaque Cavalcanti?
— Está comigo!
Um policial procurou rapidamente em uma pilha de documentos e encontrou o retrato anexado ao depoimento.
— Esse é o retrato falado que nosso desenhista fez com base na descrição do Isaque Cavalcanti.
Vitória Lacerda comparou o retrato com a foto no projetor.
— O que você descobriu?
Vitória Lacerda afirmou:
— Parecem ser a mesma pessoa.
Os policiais mais próximos se debruçaram para ver.
— É mesmo! Embora o desenho não seja idêntico à foto, os traços faciais são muito parecidos.
Vitória Lacerda olhou para Fernando Pereira.
— Chamem o Isaque Cavalcanti para interrogatório.
Notando que o olhar de Vitória Lacerda não vacilou nem por um segundo ao mencionar Isaque Cavalcanti, Fernando Pereira assentiu suavemente.
— Vitória, vá intimar Isaque Cavalcanti para cooperar com a investigação.
— Sim, senhor!

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