Leandro Dutra pensou naquilo e sentiu o sangue ferver. Estava prestes a pegar o celular para reclamar com o pai, mas, pelo canto do olho, viu o meio pacote de salgadinho apimentado e a garrafa de água em suas mãos. De repente, ficou em silêncio.
E se o que ela disse fosse verdade?
Leandro Dutra pensou e repensou, mas não chegou a conclusão nenhuma. Bateu o pé no chão, frustrado, e rosnou:
— Se eu descobrir que ela estava mentindo, acabo com a raça dela!
Depois de dizer isso, discou um número e ligou:
— Alô? Quero que você investigue uma pessoa para mim. O nome dela é Vitória Lacerda. Isso. Foca bastante na relação dela com o pai...
...
Vitória Lacerda voltou à cafeteria e, por coincidência, viu Fernando Pereira saindo.
— Tão rápido?
Fernando Pereira ergueu uma sobrancelha ao vê-la.
Seu olhar caiu sobre o carro que ela dirigia.
— E esse carro?
— É da Júlia Rodrigues. Peguei emprestado rapidinho. — respondeu Vitória Lacerda.
Fernando Pereira apertou os lábios e deu um passo para o lado, abrindo caminho.
— Onde você foi?
— Fui me livrar de um playboyzinho insuportável.
Os olhos de Fernando Pereira se estreitaram.
— O que aconteceu?
Vitória Lacerda não entrou em detalhes. Disse apenas que foi forçada a encontrar um herdeiro rico e que o assustou com algumas palavras.
Um leve sorriso surgiu no rosto de Fernando Pereira.
— Isso não parece algo que você faria.
— Fernando parece me conhecer muito bem, não é?
Fernando Pereira murmurou um "hum" em concordância.
Quando Vitória Lacerda o olhou com confusão, ele acrescentou:
— Fiz questão de estudar o perfil de cada membro da força-tarefa especial.
— E qual o sentido disso?
Eles estavam escolhendo parceiros de trabalho, não em um encontro às cegas.
Precisava ser tão detalhista?

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